Aproximação da Copa do Mundo põe em alerta os Fiscais Federais Agropecuários
A ausência de um plano estratégico voltado para conter os possíveis patógenos trazidos intencionalmente ou não para o território brasileiro pelo grande fluxo esperado no país por ocasião da Copa da FIFA de 2014 preocupa o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical). Esse será um dos temas postos em discussão no evento que a entidade promove na próxima semana em Salvador, o II Congresso Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (II CONAFFA), que acontece de 22 a 26 de agosto, no Bahia Othon Palace Hotel. Atualmente, o Brasil conta com um efetivo de aproximadamente 3,5 mil fiscais, mas, menos da metade desse total integra a Vigilância Agropecuária Internacional- VIGIAGRO.
De acordo com o Delegado Sindical da Bahia e Coordenador Geral do II CONAFFA, Paulo Reis, haverá carência de mão-de-obra não apenas nas cidades sede da Copa, mas em todos os portos e aeroportos internacionais do país, sobretudo os mais remotos. “Em eventos como esse, é muito comum os turistas entrarem por aeroportos diversos e aproveitarem para conhecer o país. Será preciso reforçar a segurança em aeroportos na região Amazônica, por exemplo, em capitais como Natal e outras, que têm grande apelo turístico para esse momento, mas hoje demandam mais fiscais”, diz Paulo Reis.
O VIGIAGRO é o serviço do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) encarregado do trânsito internacional de animais, vegetais, suas partes, produtos, subprodutos e insumos agropecuários no território brasileiro. Ele existe e é necessário por conta da intensificação do comércio na economia global, que deixa os países mais vulneráveis ao ingresso de pragas dos vegetais e enfermidades dos animais. Em razão disso, as barreiras sanitárias ganharam relevância. A fiscalização acontece nos portos, aeroportos internacionais, aduanas especiais e postos de fronteira.
No Brasil, há uma lista de produtos de entrada proibida sem autorização prévia e/ou certificação sanitária. Quem infringe as normas tem os produtos apreendidos, que, quando necessário e a depender da sua natureza, serão incinerados, auto clavados (esterilizados) ou destruídos. É o caso de frutas e hortaliças frescas, flores e plantas, bulbos, sementes e estacas, carnes de qualquer espécie animal in natura ou industrializada (embutidos, presuntos, salgados, enlatados), leites e produtos lácteos, produtos apícolas (mel, cera, própolis, etc.), ovos e derivados, terras, sêmen, embriões, alimentos para animais, madeiras não tratadas, agrotóxicos, material biológico para pesquisa científica, dentre outros. Animais de companhia, aves domésticas e silvestres, espécies exóticas, peixes e pássaros ornamentais também só entram com autorização prévia e/ou certificação sanitária.
“Isso acontece para evitar a entrada de pragas e doenças que possam comprometer as lavouras e plantéis locais, causando grandes danos ao produtor rural e à balança comercial brasileira. Doenças como, por exemplo, o Mal da Vaca louca, que seriam catastróficas para a nossa economia”, explica Paulo Reis. De acordo com Reis, o Ministério da Agricultura precisa agir proativamente para evitar que a Copa do Mundo traga “mais do que turistas” para o país.
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Fonte:
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