Commodities Agrícolas

20/10/2011

Commodities Agrícolas

 




Estoques baixos A queda dos estoques de café nos armazéns certificados pela bolsa de Nova York, que já recuaram 20% neste ano e atingiram o menor nível desde 2000, elevou os preços da commodity. Os papéis com vencimento em março encerraram o pregão de quarta-feita cotados a US$ 2,39,10 por libra-peso, valorização de 445 pontos. Segundo analistas consultados pela Bloomberg, as fortes chuvas na América Central e na Colômbia devem reduzir a produção da café da próxima safra, que começa este mês, pressionando ainda mais os estoques. "A grande queda dos estoques e o dólar mais fraco" alavancaram os preços, disse Joe Scaduto, presidente da corretora JPS Commodities. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 2,98%, valendo R$ 495,60 a saca.

Olho nas expectativas Os contratos futuros de cacau negociados na bolsa de Nova York subiram ontem pela primeira vez na semana. Os papéis com vencimento em março encerraram a quarta-feira cotados a USS$ 2.644 a tonelada, com valorização de 34 pontos. De acordo com analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, o mercado está particularmente atento aos novos dados de processamento de cacau na América do Norte, a serem divulgados hoje e que devem ditar os próximos movimentos de preços das commodity. No mercado doméstico, os preços médios da amêndoa fecharam a quarta-feira em alta de 0,43% em Ilhéus e Itabuna (BA), com a arroba a R$ 75,66, de acordo com levantamento realizado pela Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Terceira queda Depois da sequência de valorizações observada na semana passada, as cotações da soja viveram ontem seu terceiro dia seguido de quedas na bolsa de Chicago. Segundo traders consultados pela agência Dow Jones Newswires, a baixa foi novamente influenciada por realizações de lucros após os ganhos recentes. Os contratos para janeiro fecharam a US$ 12,3125 por bushel, retração de 25 centavos de dólar em relação à véspera. Os fundamentos de oferta e demanda, sobretudo a expectativa de aumento da demanda chinesa, sugerem que o piso pode estar próximo. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos saiu entre R$ 43,70 (ofertas de compra) e R$ 45,70 (pedidos para venda), segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Conflitos na UE Novos sinais de que há desacordo entre os líderes europeus para resolver a crise na zona do euro afetaram negativamente as cotações do trigo nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para março fecharam a US$ 6,5175 o bushel, em queda de 4,50 centavos de dólar. O mesmo vencimento em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, fechou com queda de 6,25 centavos de dólar a US$ 7,2025 o bushel. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, em evento ontem em Frankfurt, houve fortes indícios de discordâncias entre França e Alemanha sobre o papel do Banco Central Europeu em alavancar o fundo de ajuda aos países do bloco. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal fechou em alta de 0,24% a R$ 25,47, segundo o Deral/Seab.

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: