Commodities Agrícolas

11/11/2011

Commodities Agrícolas
 

 


Efeito China Movimentos fortes de compras de algodão pela China impulsionaram o mercado e os futuros da pluma fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março encerraram o dia a 98,88 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 174 pontos. De acordo com informações da agência Dow Jones Newswires, o volume adquirido pela China de algodão dos Estados Unidos é o maior desde outubro de 2003. O país asiático adquiriu quase 1,1 milhão de toneladas que o mercado espera que sejam usadas para recuperação dos estoques estatais. "Sabemos que a China precisa e quer ter algodão em suas reservas. Essa é a política do país", disse o USDA em comunicado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou em alta de 1,01% a R$ 1,7126 a libra-peso.

Safra sul-americana As especulações de que as chuvas vão estimular a safra de soja na América do Sul, reduzindo a demanda pelo grão americano, levaram a commodity ao menor valor em um mês. Os contratos futuros encerraram o pregão na bolsa de Chicago cotados a US$ 11,6750, queda de 18,00 centavos. Segundo previsão da World Weather, as chuvas nas próximas duas semanas beneficiarão Brasil e Argentina. Na quarta-feira, o USDA disse que, pela primeira vez, o Brasil será o maior exportador mundial. À Bloomberg, Tim Emslie, diretor de pesquisa da Country Hedging, "não há história convincente com a China desacelerando e o tempo ajudando a safra sul-americana". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esaq para a soja fechou o dia com queda de 0,66%, cotado a R$ 45,26.

Exportações fracas Mesmo sob influência de um dólar mais fraco e da forte alta do petróleo, os futuros de milho negociados na bolsa de Chicago caíram ontem. Os papéis com vencimento em março encerraram o dia cotados a US$ 6,5475 por bushel, desvalorização de 10,25 centavos. Analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires disseram que a fraca demanda por exportações da commodity, refletidas no relatório semanal de vendas externas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), estimulou a queda dos preços. De acordo com os analistas, não há compradores interessados na oferta americana pelos preços atuais. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho também caiu, cotado a R$ 31,12 a saca de 60 quilos, retração de 0,19%,

Concorrência aos EUA Sinais de fraca demanda por trigo dos Estados Unidos ajudaram a pressionar para baixo as cotações do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, o contrato para março fechou ontem a US$ 6,47 o bushel, em queda de 15,25 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento encerrou o pregão a US$ 7,11 o bushel, em queda de 12 centavos de dólar. Especialistas disseram à agência Dow Jones Newswires que a "inundação" de trigo no mercado vinda dos países produtores do cereal da região do Mar Negro deve enfraquecer as vendas americanas. Rumores de que os EUA estavam importando o cereal do Brasil também ajudaram a pressionar as cotações. No mercado do Paraná, a saca foi negociada a R$ 24,95, queda de 0,04%, segundo o Deral/Seab.

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