Commodities agrícolas
Recuo técnico
O fortalecimento do dólar, aliado a indicadores técnicos de preços, pressionou as cotações do café arábica na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos futuros com entrega em março encerraram a US$ 2,2955 por libra-peso, desvalorização de 615 pontos sobre o dia anterior. Segundo analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, as perdas acontecem apesar das notícias dos últimos dias, quando $<aspas$>muitas pessoas questionaram o tamanho da safra do Brasil$</aspas$>, conforme Harris Haase, da trader brasileira Comexim. Segundo ele, as chuvas na Colômbia podem tornar a oferta mundial da commodity mais apertada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica também caiu, a R$ 500,42 por saca de 60 quilos, retração de 1,72%.
Sinais baixistas
O otimismo em relação aos rumos da economia afetou os futuros do algodão que registraram alta na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a 91,84 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 54 pontos. Apesar da alta, os sinais são baixistas para a commodity, segundo avaliação feita pelo banco holandês >emp<Rabobank>res<. $<aspas$>Nós ainda não estamos vendo uma demanda robusta, a não ser da China, e o mercado terá que mudar para baixo$</aspas$>, afirmou Keith Flury à Dow Jones Newswires. Segundo ele, os futuros de algodão vão facilmente cair abaixo de 90 centavos de dólar por libra-peso nos próximos seis meses. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou em queda de 0,98%, a R$ 1,6670 a libra-peso.
Safra chinesa
As especulações de que a maior safra de milho na China vai reduzir a demanda pela commodity produzida nos EUA, maior exportador mundial, derrubaram os preços do milho na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos futuros com vencimento em março encerraram a US$ 5,9525 por bushel, queda de US$ 0,625. Segundo dados do Bureau de Nacional de Estatística da China, o país deve colher 192 milhões de toneladas de milho neste ano, crescimento de 8,2% sobre 2010. $<aspas$>Uma grande safra na China pode reduzir a demanda pelo milho americano$</aspas$>, afirmou à Bloomberg Don Roose, presidente da U.S. Commodities. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão fechou o dia valendo R$ 27,45 a saca de 60 quilos, desvalorização de 1,37%.
Reflexo do clima
O clima seco na Ucrânia, um importante produtor de trigo, funcionou como gatilho para a alta das cotações do cereal na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, o contrato março fechou a US$ 6,2550 o bushel, alta de 11,25 centavos. O mesmo contrato em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, fechou a US$ 6,815, alta de 12,50 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, o Ministério da Agricultura da Ucrânia informou que 32% das culturas de inverno e 43% da cevada estão em $<aspas$>fracas$</aspas$> condições. Segundo especialistas ouvidos pela Bloomberg, a preocupação de que possa haver pouca chuva nas secas áreas das Grandes Planícies americanas também deu suporte aos preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do trigo para o Paraná fechou em alta de 0,06% a R$ 454,04 a tonelada.