Commodities Agrícolas
Recuperação Os preços futuros do café fecharam ontem em alta na bolsa de Nova York. Os contratos de arábica com vencimento em maio registraram valorização de 145 pontos, cotados a US$ 2,2415 por libra-peso. Com isso, o mercado corrigiu parte da perda registrada na quarta-feira. O café acompanhou o desempenho de outras mercadorias e ativos de risco em dia de relativo otimismo nos mercados financeiros. O dólar mais fraco também colaborou para a alta, tornando a commodity mais atraente para compradores que usam outras moedas. Contudo, o mercado vive um momento de poucos negócios antes das festas de fim de ano. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq registrou alta de 0,61%, a R$ 489,69 por saca. No mês, o indicador acumula retração de 2,89%.
Economia americana Em um dia de notícias positivas para economia americana, os mercados voltaram a apostar numa demanda maior por commodities. Em Nova York, os contratos futuros de suco de laranja com entrega para março encerraram o pregão de quinta-feira a US$ 1,6400, valorização de 80 pontos. "As coisas estão começando a melhorar nos EUA, o que deve elevar as cotações das commodities no primeiro trimestre", disse à Bloomberg Michael Smith, presidente da T&K Futures and Options. Ontem, governo americano anunciou que o número de pedidos de seguro-desemprego caiu na semana passada, para o menor nível desde abril de 2008. Em São Paulo, os preços médios recebidos pelos citricultores para a laranja pera caíram 2,49%, com a caixa a R$ 9,00, segundo o Cepea/Esalq.
Embarques maiores Os sinais de que os embarques de algodão dos EUA, principal exportador mundial, estão crescendo elevaram os preços da pluma na bolsa de Nova York pelo segundo dia consecutivo. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão a 87,08 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 42 pontos. Na semana passada, os embarques da pluma alcançaram 84,87 mil fardos, alta de 86% sobre a total exportado na semana anterior, segundo dados divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). "A China está comprando um pouco aqui", afirmou à Bloomberg Scott Joss, presidente da ClearTrade Commodities. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou o dia a R$ 1,6455 por libra-peso, valorização de 0,10%.
Safra sul-americana No mais longo rali desde julho, a soja encerrou a quinta-feira em alta. Em Chicago, os contratos futuros fecharam o pregão a US$ 11,7175 por bushel, valorização de 8,50 centavos de dólar. De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o mercado reagiu, mais uma vez, às especulações de que o La Niña está prejudicando a safra na América do Sul. "O mercado está adicionando um prêmio climático por conta do potencial de declínio da safra sul-americana", disse Jason Ward, da Northstar Commodity Investment. "A soja está entrando no período de desenvolvimento mais importante para determinar sua produtividade", acrescentou. Em Paranaguá, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para o grão fechou o dia estável, com a saca de 60 quilos valendo R$ 47,50.