Commodities Agrícolas

28/12/2011

Commodities Agrícolas
 

 



Fundamentos positivos Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para maio encerraram o pregão a US$ 2,2560 a libra-peso, em alta de 320 pontos. Baixos volumes de negócios ajudaram no movimento da commodity, segundo especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Segundo Alonso Tomas, da INTL Hencorp Futures, mesmo com a possibilidade de o mercado voltar a cair nas próximas semanas, pressionado por questões macroeconômicas, os preços devem facilmente ficar acima de US$ 2,13 e US$ 2,15. "Os fundamentos estão positivos para o café, mas a macroeconomia segue pressionando o mercado para baixo", disse Tomas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão fechou em queda de 0,20% a R$ 487,66.

Fracas negociações Os futuros de cacau permaneceram estáveis ontem na bolsa de Nova York com o baixo volume negócios realizados, visto que a bolsa de Londres estava fechada. Os contratos para maio encerraram o pregão novaiorquino em US$ 2.237 a tonelada, sem variação. "Londres estava fechada, então perdemos um componente chave do mercado de cacau", disse um especialista do mercado à agência Dow Jones Newswires. O volume de negócios do açúcar e do cacau na bolsa de Nova York foi de menos do que 20% da média deste ano. No mercado interno, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna (BA) subiu levemente 0,48% para R$ 68,66 a arroba, ante os R$ 68,33 registrados no dia anterior, segundo levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Moeda americana Assim como a maior parte das soft commodities, os futuros do suco de laranja fecharam ontem em alta no mercado internacional, influenciados pelo enfraquecimento do dólar e pelo baixo volume de negócios. Os contratos da commodity com vencimento em março encerraram o dia a US$ 1,6925 a libra-peso na bolsa de Nova York, em valorização de 265 pontos. De acordo com especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o movimento dos negócios com suco de laranja foi de cerca de metade da média registrada até agora neste ano. Na contramão do que ocorreu no mercado internacional, internamente o dia foi de queda no preço da laranja pera in natura. Segundo levantamento do Cepea/Esalq, a caixa de laranja fechou valendo R$ 8,91 com queda de 0,89%.

Calmaria em NY O dólar mais fraco ajudou na recuperação dos futuros de algodão, que alcançaram ontem seu maior nível desde 9 de dezembro em Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão a 87,80 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 81 pontos. Além do enfraquecimento da moeda americana, o movimento do algodão foi motivado por um baixo volume de negócios, em torno de 15% da média registrada até agora neste ano, segundo especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou o dia estável em R$ 164,73 a libra-peso. No mês de dezembro, o indicador acumula queda de 2,56% diante da demanda menor provocada pelo recesso de fim do ano da indústria têxtil.

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