Commodities Agrícolas

09/01/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Alta tímida 
 
Os futuros de açúcar subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York, mas com pouca força. O contrato para maio fechou a 22,90 centavos de dólar por libra-peso, alta de 18 pontos. Segundo especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, apesar da alta de sexta-feira, o mercado não está conseguindo se "curar" da forte queda da commodity no pregão anterior, que refletiu as expectativas de que o mundo terá um importante superávit neste ano. "Eu acredito que os fundamentos ainda estão negativos", disse o analista da Newedge, Alex Oliveira. Ele acredita que o mercado pode encontrar algum suporte nos preços próximo de 21 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal fechou em queda de 0,10% a R$ 62,90 a saca.
 
Demanda de volta? 
 
Sinais de que pode estar ocorrendo uma recuperação da demanda por algodão fizeram os contratos futuros registrarem na sexta-feira nova alta na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 95,52 centavos de dólar a libra-peso, alta de 104 pontos. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os preços neste ano já subiram 4,4% na bolsa de Nova York. "Há fundos entrando com dinheiro. Especuladores estão voltando ao mercado", disse à agência o analista independente de algodão, Mike Stevens. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou a sexta-feira em alta de 0,42%, a R$ 1,6666 a libra-peso. No mês, o indicador acumula alta de 1,28%. A valorização, segundo pesquisadores do Cepea, deve-se ao retorno do interesse das indústrias nacionais em repor estoques.
 
Movimento técnico 
 
Os contratos futuros de soja atingiram o menor valor em uma semana na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão da bolsa de Chicago a U$ 11,9650 por bushel, queda de 12,50 centavos dólar, a segunda consecutiva. Especialistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o dia foi marcado pela ausência de notícias que sustentassem a alta dos preços. Conforme um analista, ainda que a estiagem na América do Sul traga consequências desastrosas, não há uma demanda forte pela commodity. Um movimento de vendas baseado em indicadores técnicos de preços também pressionou as cotações. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja do encerrou o dia com a saca a R$ 47,90, valorização de 0,38%.
 
Clima favorável 
 
A grande oferta global de trigo e as boas condições para o cereal de inverno pressionaram as cotações da commodity nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos futuros com entrega para maio encerraram a sexta-feira a US$ 6,4375 por bushel, queda de 4,75 centavos de dólar. Já em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis com o mesmo vencimento fecharam o pregão a US$ 6,885 por bushel, retração de 5,50 centavos de dólar. Conforme analistas consultados pela Dow Jones Newswires, como não há ameaças climáticas para a cultura, com boas condições de umidade, os traders acreditam que os preços do trigo estão sobrevalorizados. No Paraná, o trigo teve preço médio de R$ 440,64 por tonelada, queda de 1,37%, segundo o Cepea/Esalq.
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