Commodities Agrícolas

18/01/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Incerteza nigeriana Mesmo com a suspensão da greve geral na Nigéria, quarto maior produtor mundial de cacau, e as preocupações com a menor demanda europeia pela commodity, a amêndoa conseguiu se recuperar das perdas do início do dia e fechou o pregão em alta em Nova York. Os contratos para maio encerraram a terça-feira cotadas a US$ 2.289 por tonelada, ganho de US$ 5. Segundo analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, a suspensão da greve nigeriana "não significa que ela não poderia voltar a acontecer". De acordo com Hector Galvan, da O'Brien's, os atrasos no transporte podem tornar o cacau mais suscetível à doenças. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da amêndoa recuou 1,3%, para R$ 67,16 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Estabilidade em NY A notícia de que os testes que os EUA realizam em todas as cargas de suco de laranja importado desde a semana passada podem se estender até julho não teve influência no mercado futuro ontem. Os contratos de suco com entrega em maio encerraram o pregão na bolsa de Nova praticamente estáveis, cotados a US$ 1,7785, valorização de 10 pontos. Na semana passada, os EUA iniciaram uma série de testes com todas as cargas importadas da commodity, após terem detectado a presença do fungicida carbendazim, vetado no país, em suco de laranja importado do Brasil, que é responsável por 75% das importações americanas. Em São Paulo, o preço recebido pelo citricultor pela laranja pera ficou em R$ 8,26 por caixa (40,8 quilos), retração de 0,60%, conforme levantamento do Cepea.
 
"Efeito China" Notícias sobre a China impulsionaram as cotações do algodão ontem na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires. O crescimento do PIB do país fortaleceu as expectativas de aumento da demanda do país, ao mesmo tempo em que a estimativas de produtores locais sinalizaram uma queda de 10,5% na colheita chinesa em 2012. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 97,71 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 263 pontos em relação ao fechamento de sexta-feira - na segunda-feira não houve pregão em Nova York em razão de um feriado. No oeste da Bahia, a arroba do algodão em pluma subiu para R$ 54,46, de acordo com levantamento realizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Seca na América do Sul Os futuros de trigo subiram ontem nas bolsas americanas diante de especulações de que a demanda vai aumentar pelo cereal dos Estados Unidos. Isso por causa do declínio do dólar e da seca que assola as lavouras da América do Sul, segundo especialistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para maio encerraram o dia a US$ 6,28 o bushel, alta de 3,75 centavos de dólar. Em Kansas, o mesmo vencimento registrou valorização de 2,75 centavos a US$ 6,82 o bushel. Meteorologistas preveem pouca chuva e temperatura de 38 graus para a Argentina. Juntos, Brasil e Argentina perderam 11 milhões de toneladas de milho por causa da seca, segundo a Bloomberg, citando a Agroconsult. No mercado do Paraná, o preço médio do trigo fechou em queda de 0,63% a R$ 436,55 a tonelada, segundo Cepea/Esalq.
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