20/01/2012
Commodities Agrícolas
Influência do dólar O dólar mais fraco estimulou o apetite dos investidores por açúcar, elevando as cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os contratos futuros com entrega para maio fecharam o pregão cotados a US$ 0,2392 por libra-peso, alta de 46 pontos, a maior em mais de nove semanas. Conforme analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, as cotações da commodity também foram influenciadas pela menor oferta mexicana de açúcar, divulgada na semana passada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). "Acho que acendemos a luz verde com os dados da produção do México", afirmou Mike McDougall, analista da Newedge. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal encerrou o dia a R$ 61,32 por saca, alta de 0,18%.
Menos pessimismo Em linha com o que ocorreu com a maioria das commodities, os futuros de café arábica encerraram a quinta-feira em alta. Os contratos com entrega para maio fecharam o pregão na bolsa de Nova York cotados a US$ 2,2970 por libra-peso, valorização de 185 pontos. Segundo analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, o dólar mais fraco estimulou a demanda por commodities. O dia foi marcado pelo otimismo nas principais bolsas europeias, com a divulgação dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA menores do que o esperado e os bem-sucedidos leilões de títulos de dívida da Espanha e da França. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica fechou o dia a R$ 494,29 por saca, ganho de 0,38% sobre o dia anterior.
Suco testado Os temores de que os testes realizados pelos EUA com as cargas de suco de laranja importado limitem a oferta do produto no país elevaram os cotações da commodity em Nova York, na maior alta mensal em dois anos. Na última semana, empresas americanas detectaram o fungicida carbendazim, vetado nos EUA, em suco importado do Brasil. Ontem, os futuros com entrega para maio fecharam a US$ 1,8645 por libra-peso, alta de 510 pontos, a maior em uma semana. "Os testes com o suco importado podem levar o verão todo", afirmou Jack Scoville, da Price Futures, à agência Bloomberg. As autoridades dos EUA devem divulgar hoje os resultados dos primeiros testes. Em São Paulo, o citricultor recebeu R$ 8,79 pela caixa (40,8 quilos) de laranja pera, alta de 3,05%, de acordo com o Cepea.
Poucos negócios Em um dia de pouco movimento, os futuros de algodão negociados na bolsa de Nova York fecharam o pregão de quinta-feira em alta. Os futuros com entrega para maio subiram 69 pontos, a US$ 0,9799 por libra-peso. Ontem, a inesperada queda dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA e o sucesso dos leilões de títulos da dívida da Espanha e da França animaram os mercados. De acordo com especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o dólar mais fraco e o mercado externo mais forte estimularam a demanda pela pluma. Apesar disso, Chris Kramedjian, da FCStone's, diz que o volume de negócios é baixo, e deve ficar ainda mais com o feriado do Ano Novo chinês na próxima semana. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a pluma subiu 0,18%, a R$ 1,7433 por libra-peso.