Commodities Agrícolas

24/01/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
 
 
Pressão de oferta Os preços futuros do café sofreram ontem a maior queda em uma semana na bolsa de Nova York, mediante sinais de aumento na oferta global. Os papéis para maio recuaram 595 pontos, a US$ 2,2255 por libra-peso. Na semana passada, a Organização Internacional do Café (OIC) informou que a produção mundial da safra iniciada em outubro deverá somar 132,4 milhões de sacas - 3,8 milhões a mais do que se esperava em dezembro. "A colheita está avançando na América Central. Os produtores têm café para vender com base nos futuros para março e maio, e a indústria pode estar aguardando por uma queda maior nos preços", disse Hernando de la Roche, analista da FCStone à Bloomberg. Na Bolsa de São Paulo, a saca do café para março fechou em alta de 0,03%, a US$ 299,2 por saca.
 
Novo recorde Incertezas sobre danos climáticos na produção de laranja da Flórida, a recente identificação da doença conhecida como greening em pomares do Texas e o impasse causado pela identificação de um fungicida proibido nos EUA em cargas de suco de laranja importado, inclusive do Brasil, impulsionaram os contratos do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em março a um novo recorde histórico ontem na bolsa de Nova York. Os papéis fecharam a US$ 2,1975 por libra-peso, alta de 4,3%. Os contratos para maio, que ocupam a segunda posição de entrega, subiram para US$ 1,9960. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco subiu 6,65% na segunda quadrissemana de janeiro, segundo o IEA (ver ao lado).
 
Chuva insuficiente As especulações de que as chuvas do fim de semana na Argentina não foram suficientes para amenizar os impactos da estiagem sobre a produção de soja do país elevaram os preços da oleaginosa. Em Chicago, os contratos futuros com entrega para maio encerraram o dia a US$ 12,2550 por bushel, alta de 30 centavos de dólar, a maior em mais de uma semana. "As chuvas foram mais leves do que o esperado e não caíram nas áreas que mais precisam para evitar as perdas", afirmou Greg Grow, da Archer Financial, à Bloomberg. Segundo ele, a menor produção argentina estimula a demanda pela soja produzida nos EUA. "O mercado está olhando para o aumento das exportações", acrescentou. No Paraná, a soja ficou estável a R$ 42,60 a saca ontem, conforme o Deral.
 
Tomate dispara O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou a segunda quadrissemana de janeiro com variação positiva de 0,26%. A alta foi determinada pela alta média de 1,99% verificada no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal, com destaque para a valorização do tomate (29,44%), cuja oferta caiu por conta das chuvas. O feijão também subiu consideravelmente (21,89%), por conta do atraso do plantio da safra das águas e sob a influência da seca no Sul do país. No grupo composto por seis produtos de origem animal, houve baixa média de 4,37%, ainda em razão da queda da demanda após as festas de fim de ano, como de costume.
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