Commodities Agrícolas

25/01/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Cobertura de posições Os futuros de cacau subiram ontem na bolsa de Nova York diante da preocupação de que o clima seco no oeste da África possa prejudicar as lavouras da cultura. Os contratos para maio encerraram o dia a US$ 2.434 a tonelada, em alta de US$ 143 na bolsa americana. Especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires disseram que um movimento de cobertura de posições também impactou no desempenho do mercado futuro da commodity. "O clima seco é, definitivamente, algo com que se preocupar. Mas está longe de ser uma emergência", disse o corretor Bill Raffety, da Penson Futures. No mercado de Ilhéus e Itabuna (BA), a amêndoa fechou em alta de 1,5% a R$ 67,66 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Realização de lucros Depois de subir fortemente nos últimos dias, ante as preocupações com uma possível retenção de carregamentos de suco de laranja importado do Brasil, a commodity caiu em Nova York, num típico movimento de realização de lucros. Os futuros com entrega para maio fecharam a US$ 1,9645 por libra-peso, desvalorização de 315 pontos. "Acho que a liquidação foi uma simples realização de lucros", afirmou James Cordie, presidente da Liberty Trading Group, à agência Dow Jones Newswires. Segundo ele, o mercado trabalha num terreno incerto. "Acho que ainda presenciaremos várias altas entre 500 e 1.000 pontos até julho", acrescentou. No mercado doméstico, o preço médio da laranja pera recebida pelo citricultor paulista recuou 6,64%, a R$ 7,88 a caixa (40,8 quilos), conforme o Cepea.
 
Exportações dos EUA A maior demanda pelo milho dos EUA motivou a quarta alta consecutiva da commodity ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em maio encerraram o pregão a US$ 6,3525 por bushel, valorização de 9,50 centavos de dólar. Na semana encerrada em 19 de janeiro, as exportações do grão cresceram 17% ante a semana anterior, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). "A oferta está apertada, e as exportações estão mais fortes do que o esperado", afirmou Jerry Gidel, analista da North American Risk Management Services, à Bloomberg. "Há poucos agricultores vendendo, o que ajuda a estimular o mercado futuro", disse. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho fechou o dia a R$ 31,37 a saca de 60 quilos, ganho de 0,51%.
 
Déficit hídrico O clima continua a dar o tom no mercado de trigo nas bolsas americanas. O cereal subiu ontem puxado por avaliações de que as chuvas recentes nas áreas de grãos da América do Sul não resolveram o déficit hídrico na maior parte das lavouras. Ontem, o contrato com vencimento para maio na bolsa de Chicago fechou a US$ 6,5075 o bushel, alta de 13 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 6,9525 o bushel, valorização de 12,25 centavos de dólar. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires explicaram que as previsões mostram a incidência de chuva de pouco impacto em algumas regiões na Argentina. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o trigo ficou em a R$ 439,06 por tonelada, alta de 0,78%.
Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: