26/01/2012
Commodities Agrícolas
Produtores vendem Os preços futuros do açúcar caíram ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam com perda de 28 pontos, a 23,99 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o recuo foi provocado por vendas de produtores, que buscaram se capitalizar após as altas recentes - até terça-feira, os preços acumulavam elevação de 6,8% em janeiro. "Os produtores estão vendendo com base nos contratos para julho e outubro", revelou Jeff Dobrydney, do Jenkins Sugar Group. Apesar das altas recentes, o Rabobank estima que a oferta mundial de açúcar vai superar a demanda em 6 milhões de toneladas na temporada que começou em outubro. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,51%, a R$ 61,50 por saca.
Comprador ausente Os preços futuros do café fecharam a quarta-feira em queda na bolsa de Nova York. Os contratos de arábica para entrega em maio sofreram uma desvalorização de 335 pontos, negociados a US$ 2,2015 por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswire, o mercado refletiu a falta de apetite de compra por parte das torrefadoras, que estão ausentes das negociações. Segundo o analista Hernando de la Roche, da Hencorp Futures, o mercado está "tecnicamente sobrevendido", mas pode cair ainda mais caso alguns níveis de preço sejam rompidos, acionando ordens automáticas de venda. Já no mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,02%, a R$ 481,63 por saca. Devido ao feriado paulistano, não houve negócios na BM&FBovespa.
Realização de lucros Os investidores voltaram a realizar lucros no mercado de suco de laranja, que caiu pelo segundo dia consecutivo. Em Nova York, os futuros para maio fecharam a US$ 1,9470 por libra-peso, queda de 175 pontos. De acordo com analistas consultados pela Dow Jones Newswires, a queda nos preços é um sinal de que o mercado acredita que os testes realizados pelo FDA com suco importado, para verificar a presença de um fungicida proibido nos EUA, não terão consequências sobre o comércio da commodity. "Se os resultados [a serem divulgados na sexta-feira]
forem negativos, vejo o mercado atingindo o limite de baixa", disse Boyd Cruel, da Vision Financial Market. Em São Paulo, o preço médio da laranja pera ficou em R$ 7,91 a caixa (de 40,8 quilos), ganho de 0,38%, segundo o Cepea.
Cenário baixista O dólar mais forte e a demanda mais fraca para exportações pressionaram as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com entrega em maio fecharam o dia negociados a US$ 0,9736 por libra-peso, queda de 118 pontos. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, o mercado já aguarda os resultados do próximo relatório mensal de oferta e demanda do USDA, a ser divulgado em duas semanas. Os analistas também preveem maior queda dos preços, com as importações da China paradas devido ao feriado de Ano Novo no país. "Não acho que o mercado vai desabar, mas não vai ficar acima de US$ 1 por libra-peso", afirmou John Flanagan, da presidente Flanagan Trading. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,50%, a R$ 1,7312 por libra-peso.