10/02/2012
Commodities Agrícolas
Mercado de energia A alta do petróleo ajudou a sustentar os futuros de açúcar na bolsa de Nova York, em uma quinta-feira de dados baixistas vindos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os contratos para maio encerraram o dia a 23,71 centavos de dólar por libra-peso, alta de 7 centavos. analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires explicam que o fato de a matéria-prima (cana) usada para fazer açúcar ser também, em alguns casos, utilizada para etanol contribui para que a commodity seja influenciada pelo mercado de energia. "Certamente há implicações vindas do mercado de energia no pregão do açúcar", disse Charles Nedoss, da Olympus Futures. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal fechou em queda de 0,18% a R$ 59,48 a saca de 50 quilos. No mês, o indicador acumula queda de 3,33%.
Queda acentuada Em dia de dados baixistas divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os futuros de café também recuaram na bolsa de Nova York, diante de sinais de que a grande oferta vinda do Brasil vai compensar o clima ruim em outros países. O contrato para maio fechou com recuo de 435 pontos a US$ 2,1825 a libra-peso. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires afirmam que o mercado está "fascinado" diante da safra que está por vir do Brasil, que deve ter cerca de 55 milhões de sacas. A colheita de café no Brasil começa em maio e deve compensar, segundo esses mesmos especialistas, o clima "pobre" na Colômbia e na América Central, importantes regiões cafeicultoras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica fechou em alta de 1,04% a R$ 468,82 a saca.
De olho na África Os futuros do cacau caíram pelo segundo dia na bolsa de Nova York diante das incertezas sobre as vendas futuras do principal produtor mundial, a Costa do Marfim. O contrato para maio recuou US$ 18, a US$ 1.468 a tonelada. Os embarques devem subir após exportadores e governo entrarem em acordo sobre as reformas propostas pela indústria, segundo a Bloomberg. Souleymane Diarrassouba, do Conselho de Cacau do país, disse que há reclamações de que as propostas da indústria não têm credibilidade. "Se mais exportadores participarem do sistema de leilões, haverá um aumento das vendas", disse Drew Geraghty, da ICAP Futures LLC. No mercado de Ilhéus (BA), o preço médio do cacau foi de R$ 64,66 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Produção da Flórida O corte nas estimativas para a produção de laranja na Flórida não evitou a queda das cotações da commodity em Nova York. Ontem, os contratos futuros com entrega para maio encerram o pregão a US$ 1,8385 por libra-peso, retração de 120 pontos. De acordo com mais nova estimativa do USDA, divulgada ontem, a Flórida deverá produzir 146 milhões de caixas (40,8 quilos) no ciclo 2011/12, redução de apenas 1% sobre o última estimativa do órgão. "O relatório não apresentou nada de extraordinário", disse Boyd Cruel, da Vison Financial, à agência Dow Jones Newswires. Segundo ele, os preços do suco de laranja devem andar de lado no curto prazo. Em São Paulo, o preço médio recebido pela laranja pera in natura, de mesa caiu 1,47%, para R$ 8,04 a caixa, segundo levantamento do Cepea/Esalq.