Commodities Agrícolas

13/02/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
 
 
Estoques globais As estimativas para os estoques globais de trigo, divulgados na última quinta-feira pelo USDA, voltaram a derrubar os futuros do cereal nas bolsas americanas na sexta. Em Chicago, os contratos com entrega para maio encerraram a sexta-feira a US$ 6,3800 por bushel, queda de 17,25 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento fechou a US$ 6,81 por bushel, recuo de 18,50 centavos de dólar. De acordo com analistas consultados pela agência Bloomberg, o mercado aguardava uma redução dos estoques globais do cereal. Mas o relatório do USDA surpreendeu, elevando suas estimativas. "A oferta é mais que adequada", disse Jon Marcus, da Lakefront Futures. O preço médio do trigo no Paraná caiu 0,01%, a R$ 437,71 a tonelada, segundo o Cepea/Esalq.
 
Embargo negado A despeito da retenção de outras três cargas de suco de laranja importado, a commodity caiu pela quarto pregão consecutivo em Nova York na sexta-feira, reforçando o movimento de correção. Os contratos para maio fecharam a US$ 1,7975 por libra-peso, redução de 410 pontos. Na quinta-feira, as autoridades americanas impediram o desembarque de três carregamentos do produto, sendo dois do Brasil e um do Canadá. Ao todo, 23 cargas já foram retidas. Apesar disso, analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires disseram que o mercado está menos preocupado com a questão desde que o FDA negou a possibilidade de embargar as importações de suco. Em São Paulo, o preço médio da laranja pera in natura, de mesa, caiu 3,48%, a R$ 7,76 a caixa (40,8 quilos), segundo o Cepea.
 
Mais um dia de queda Os contratos futuros de café negociados na bolsa de Nova York fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo na sexta-feira. Os papéis para maio recuaram 85 pontos, para US$ 2,1740 a libra-peso. Na quinta-feira, a queda já havia sido de 435 pontos. Segundo analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, a baixa foi provocada por um movimento de realização de lucros. Os traders dizem que a expectativa de uma grande safra brasileira - em torno de 55 milhões de sacas - está exercendo pressão sobre as cotações, apesar dos problemas na oferta de café arábica lavado da Colômbia, prejudicada pela chuva. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica caiu 0,55% na sexta-feira, para R$ 466,24. No mês, a baixa é de 0,6%.
 
Quarta baixa seguida Os contratos futuros de milho negociados na bolsa de Chicago fecharam com queda de 6 centavos na sexta-feira, a US$ 6,3550 por bushel. Foi o quarto dia seguido de perdas. O mercado foi influenciado pelo recuo de outras commodities e pela pressão dos dados do relatório de oferta e demanda de grãos divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quinta-feira, que estimou uma produção global menor por conta das perdas provocadas pela seca na América do Sul, sobretudo na Argentina. Embora o relatório tenha sido considerado inicialmente neutro por analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a pressão é evidente. No mercado físico doméstico, o indicador Esalq/BMF&Bovespa subiu 0,39%, para R$ 28,12 a saca de 60 quilos.
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