15/02/2012
Commodities Agrícolas
Demanda em xeque A divulgação do indicador de vendas no varejo dos EUA reforçou o temor em relação a uma possível redução da demanda por commodities. Em Nova York, os futuros de café arábica atingiram o menor valor em 14 meses. Os papéis com vencimento em maio encerraram a terça-feira cotados a US$ 2,0615 por libra-peso, desvalorização de 845 pontos. "As preocupações com a desaceleração do crescimentos está tirando o apetite ao risco", disse Dennis Cajigas, do Zaner Group, à Bloomberg. Ontem, o Departamento de Comércio dos EUA informou que as vendas no varejo cresceram apenas 0,4%, ante uma expectativa de incremento de 0,8%, de acordo com economistas ouvidos pela Bloomberg. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café caiu 2,05%, a R$ 450,86 a saca (60 quilos).
Clima na África Os contratos futuros do cacau tiveram mais um dia de alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para maio subiram US$ 78 e fecharam a US$ 2.270 por tonelada. A alta foi creditada ao clima ainda quente e seco na África Ocidental, região responsável por três quartos da produção mundial da amêndoa, liderada por Costa do Marfim e Gana. Segundo análise da agência Dow Jones Newswires, os produtores africanos enfrentam problemas climáticos há mais um mês. Inicialmente, um vento mais forte vindo do deserto do Saara trouxe poeira e soprou vagens das plantações. Agora, é a falta de chuva que prejudica a cultura. Na Bahia, o preço médio do cacau ficou em R$ 63,16 por arroba (15 quilos), de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Dólar forte A valorização do dólar diante de outras moedas no mercado internacional determinou a queda das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que a baixa do trigo, muito influenciada pelas estimativas de produção recorde na Austrália, também colaborou para a desvalorização do milho. Nesse contexto, os contratos do grão com vencimento em maio encerraram a sessão a US$ 6,38 por bushel, baixa de 5 centavos de dólar em relação à véspera. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do milho foi negociada, em média, por R$ 23,41, 0,52% acima da média de segunda-feira, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Safra australiana A valorização do dólar diante de outras moedas e a previsão de produção recorde na Austrália derrubaram as cotações do trigo ontem nas bolsas americanas, informou a agência Reuters. Em Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 6,39 por bushel, baixa de 7,50 centavos de dólar; em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos futuros com vencimento também em maio caíram 7 centavos de dólar, para US$ 6,8275 por bushel. No Paraná, a média para a saca de 60 quilos do produto permaneceu estável em R$ 23,32, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. O maior valor apurado (R$ 27) foi apurado na praça de Ponta Grossa; o menor (R$ 22,50), em Campo Mourão.