27/02/2012
Commodities Agrícolas
Alta do petróleo O mercado de energia voltou a exercer influência sobre os preços futuros de açúcar, que fecharam a sexta-feira em alta na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram o dia a 25,22 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 36 pontos. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que o movimento comprador em açúcar aumentou por causa da alta dos preços do petróleo e de suas possíveis implicações sobre o mercado de etanol. À Bloomberg, analistas atribuíram a alta à perspectiva de aperto na oferta de açúcar no curto prazo e à manutenção de uma demanda robusta. O mercado interno, abastecido, segue descolado do movimento internacional. O indicador Cepea/Esalq para o cristal registrou na sexta-feira queda de 0,14% a R$ 58,15 a saca.
Demanda aquecida O aumento das exportações americanas de algodão impulsionou os preços da commodity na sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos futuros com vencimento em maio encerraram o pregão a 90,15 centavos de dólar por libra-peso, alta de 92 pontos. Segundo relatório divulgado pelo USDA, as vendas da commodity para o exterior na semana encerrada em 16 de fevereiro subiram 10%, liderados pelas compras da China, maior importador mundial da pluma. Em análise citada pela agência Bloomberg, os analistas Andy Ryan e Chris Kramedjian, da FC Stone, consideraram o relatório do órgão americano, "ligeiramente positivo, mostrando embarques e vendas robustas". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,32%, a R$ 1,6761 por libra-peso.
Menor estoque Os contratos futuros de soja negociados na bolsa de Chicago atingiram na sexta-feira o maior preço em cinco meses com os sinais de que as exportações recordes americanas vão pressionar os estoques. Os papéis para entrega em maio encerraram o pregão com alta de 3,25 centavos de dólar, a US$ 12,8675 o bushel. Os estoques de soja dos Estados Unidos antes da colheita de 2013 poderão cair 25%, para 205 milhões de bushels (5,58 milhões de toneladas), de acordo com relatório do Departamento de Agricultura americano, divulgado na sexta-feira. Segundo a Bloomberg, os embarques americanos da oleaginosa devem subir após uma queda na produção da América do Sul, que enfrenta problemas climáticos. O indicador Cepea/Esalq subiu 0,75% na sexta-feira, a R$ 50,88 por saca.
Fechamento misto Sinais de aperto de oferta no curto prazo fizeram com que os contratos de milho com vencimento mais próximo registrassem alta na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis para maio encerraram o dia a US$ 6,44 o bushel, em alta de 1,50 centavos de dólar. Segundo informações divulgadas pela agência Dow Jones Newswires, o ABN Amro afirmou que rumores de interesse de importação de grãos dos Estados Unidos pela Ásia, em especial a China, também foram determinantes no movimento de sexta-feira do milho. A agência pondera, no entanto, que as projeções do USDA para aumento de área de milho continuaram pressionar para baixo as cotações dos contratos com vencimento para a safra nova. No mercado interno, o indicador do milho Esalq/BM&FBovespa fechou em alta de 0,89% a R$ 28,34 a saca.