Commodities Agrícolas

02/03/2012
Commodities Agrícolas
 
 
Poucos negócios Em mais um dia de poucos negócios e à espera do novo relatório sobre a produção de laranja na Flórida, os futuros do suco de laranja subiram em Nova York. Ontem, os papéis com entrega para maio fecharam o pregão a US$ 1,8775 por libra-peso, valorização de 200 pontos. "Não há muita coisa acontecendo", afirmou Boyd Cruel, da Vision Financial, à agência Dow Jones Newswires. Ele observou que a commodity no mesmo intervalo de preço do dia anterior. O analista não acredita que o novo relatório de produção do USDA, a ser divulgado hoje, traga grandes surpresas. "Talvez um corte pequeno", disse. No mercado doméstico, o preço médio da laranja pera recebido pelo citricultor paulista ficou estável, a R$ 11,72 a caixa (40,8 quilos), conforme o Cepea/Esalq.
 
Ajustes de traders Incertezas macroeconômicas e um movimento de ajuste de carteira voltaram a castigar os futuros de algodão na bolsa de Nova York. Os contratos para maio encerraram o pregão abaixo de 90 centavos, cotados a 89,67 centavos de dólar por libra-peso. Especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires disseram que o primeiro pregão do mês de março foi marcado pela finalização do ajuste de posição dos traders, devido à virada do mês. "Não se tratou de operações que refletiram fundamentos ou quaisquer outras razões que pudessem mover os preços", disse Sharon Johnson, analista da Penson Futures. Mas analistas esperam que o algodão seja negociado em um ciclo de 89 a 93 centavos no curto prazo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma recuou 0,32% a R$ 1,6237 a libra-peso.
 
Realização de lucros Os preços futuros do milho caíram ontem na bolsa de Chicago, pressionados por especuladores interessados em realizar os lucros acumulados nos pregões anteriores. Os contratos para entrega em maio, mais negociados, fecharam em queda de 4 centavos, cotados a US$ 6,54 por bushel. Segundo analistas citados pela Dow Jones Newswires, o balanço das vendas externas semanais americanas decepcionou os participantes do mercado. As baixas margens de lucro dos produtores americanos de etanol de milho, vistas como uma ameaça à demanda, e a perspectiva de um cultivo recorde nos Estados Unidos também pesaram sobre o humor dos investidores. No Brasil, o indicador de preço Cepea/Esalq registrou elevação de 0,56%, para R$ 28,92 por saca.
 
Clima favorável As projeções de ampla oferta de trigo de inverno nos EUA pressionaram os contratos futuros do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para maio fecharam a US$ 6,64 por bushel, queda de 4 centavos de dólar. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 2,5 centavos, para US$ 7,06 o bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o clima até agora é favorável às lavouras das principais regiões produtoras do país. Segundo os mesmos analistas, os contratos futuros de trigo de primavera mantiveram-se sustentados diante da perspectiva de que a demanda ainda está aquecida. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 23,44, queda de 0,41% sobre a véspera, de acordo com o Deral/Seab.
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