Commodities Agrícolas

07/03/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
 
Conjunção negativa As cotações do açúcar não resistiram à valorização do dólar e às perspectivas de farta oferta global e tombaram ontem na bolsa de Nova York, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos para julho fecharam a 23,26 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 67 pontos em relação à véspera. Além da boa produção de açúcar de cana na Índia na safra que começou em outubro, são claros os sinais de uma oferta também grande de açúcar de beterraba no Hemisfério Norte. Em meio às crescentes preocupações com o futuro da economia - e da demanda - global, foi a cereja que faltava no bolo "baixista" de ontem. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociado em São Paulo caiu 0,12%, para R$ 57,38 (com impostos, sem frete).
 
Piso desde dezembro Os preços do café arábica também cederam diante da valorização do dólar e atingiram o nível mais baixo desde dezembro de 2010 ontem na bolsa de Nova York, segundo a agência Dow Jones Newswires. Os contratos para maio recuaram 865 pontos e fecharam a US$ 1,9305 a libra-peso. Segundo analistas, o mercado também voltou a ser pressionado pelas perspectivas de uma grande safra no Brasil, e o enfraquecimento do real em relação à moeda americana pode ser encarado como um estímulo para as exportações. "Os produtores vão receber mais reais pelo preço em dólar do café", constatou Hernando de La Roche, da Hencorp Futures. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 420 e R$ 430, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Estabilidade em NY Os contratos futuros de cacau resistiram à onda "baixista" que tragou a maior parte das commodities agrícolas ontem nas bolsas americanas e fecharam estáveis em Nova York, graças a ajustes de posições. Os papéis para maio encerarram a sessão a US$ 2.283 por tonelada. "O preço do cacau tinha recuado fortemente em quatro dos últimos cinco pregões", disse à Dow Jones Newswires Drew Geraghty, da Icap Futures. Ele explica que os futuros da amêndoa também encontraram suporte na alta das cotações na bolsa de Londres, em grande parte amparada pela queda do euro em relação ao dólar. No mercado da Bahia, o preço médio da arroba subiu R$ 0,33 e ficou em R$ 66,66 nas praças de Ilhéus e Itabuna, de acordo com levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Tombo em Nova York As cotações do suco de laranja foram arrastadas pela onda de pessimismo em relação à economia global e, como aconteceu com a maior parte das commodities agrícolas, fecharam em forte queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio caíram 225 pontos, para US$ 1,8985 por libra-peso. Não houve novidades ligadas aos fundamentos de oferta e demanda do mercado, e traders consultados pela agência Dow Jones Newswires reforçaram que estão à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre a safra de laranja da Flórida, que será divulgado na sexta-feira. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura, de mesa, saiu, em média, por R$ 12,67, de acordo com o Cepea/Esalq.
Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: