Commodities Agrícolas

09/03/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
 
Tensão política Os futuros de cacau negociados na bolsa de Nova York subiram ao maior nível em três semanas com as preocupações políticas na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, além da melhora das perspectivas da demanda de commodities por parte da Europa, segundo a Bloomberg. Os papéis para maio fecharam em alta de US$ 118 a US$ 2.395 a tonelada. Guillaume Soro, ex-líder rebelde da Costa do Marfim que se tornou primeiro-ministro, renunciou ao cargo juntamente com o resto do governo. A safra do país deve cair 26% em relação ao ano passado e deve ser a menor das duas últimas temporadas, segundo a Ecobank Transnational Inc. No mercado interno, o preço médio do cacau em Ilhéus e Itabuna (BA) subiu 1,9% a R$ 68,66 a arroba, segundo a Central Nacional dos Produtores de Produtores de Cacau.
 
Dia de cautela À espera da nova estimativa oficial para a produção de laranja da Flórida, o mercado futuro de suco concentrado e congelado apurou ganhos modestos ontem. Em Nova York, os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 1,25 centavo, cotados a US$ 1,8975 por libra-peso. O volume negociado foi ínfimo - cerca de 25% da média diária dos últimos 12 meses. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, investidores evitaram tomar risco antes dos números que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulga hoje. "Parece que todo mundo resolveu esperar para ver", disse Joe Nikruto, analista da RJ O'Brien. No mercado doméstico, o preço médio da laranja-pera, pago ao produtor paulista, caiu 4,86%, a R$ 12,13 por caixa, segundo levantamento do Cepea.
 
Algodão indiano Os preços futuros do algodão negociado em Nova York caíram ontem pela sexta vez em sete pregões. Os contratos para maio recuaram 56 pontos e fecharam o dia a 89,56 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a commodity cedeu frente à possibilidade de a Índia rever a decisão, anunciada no início da semana, de suspender os embarques da pluma. "Havia a percepção de que a Índia não ia mais exportar, mas agora não sabemos ao certo", ponderou Sid Love, presidente da Joe Kropf & Sid Love Consulting. O preço do algodão acumula queda de quase 60% desde que bateu recorde, a 219,70 centavos, em março do ano passado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq registrou queda de 0,59%, a R$ 1,6260 a libra-peso.
 
Demanda aquecida Os preços futuros da soja tiveram ontem a maior alta em uma semana na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão a US$ 13,3850 por bushel, uma valorização de 11,75 centavos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o mercado foi impulsionado pela percepção de que a menor oferta na América do Sul, decorrente da seca na Argentina e no Sul do Brasil, está estimulando a demanda por soja dos EUA. Na semana encerrada no último dia 1º, os exportadores americanos venderam mais de 1 milhão de toneladas do grão, segundo informou ontem o governo americano. Só ontem, mais 165 mil toneladas foram negociadas com compradores da China. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,47%, a R$ 53,25 a saca.
Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: