15/03/2012
Commodities Agrícolas
Suporte técnico
Os preços futuros do açúcar negociado na bolsa de Nova York voltaram a subir e registraram ontem o fechamento mais alto em uma semana. Os contratos para julho de 2012 encerraram a 23,48 centavos de dólar por libra-peso, alta de 27 pontos. "Parece que encontramos suporte toda vez que os futuros recuam ao patamar de 23 centavos de dólar e isso certamente foi o que aconteceu terça-feira", disse à Dow Jones Newswires Jack Scoville, da Price Futures. Ele observa que o clima seco no Brasil poderia servir de sustentação para o mercado. Por outro lado, a Índia acabou de divulgar que poderia disponibilizar mais um milhão de toneladas de açúcar para exportação. "Então, o espaço para a alta pode ser limitado também". No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal recuou 0,44%, a R$ 56,76 a saca.
Pressão de vendas
Os preços futuros do café recuaram ontem em Nova York, pressionados por vendas de produtores e especuladores em uma antecipação do que promete ser uma safra recorde no Brasil, disseram analistas à Bloomberg. Os contratos para maio caíram 255 pontos e fecharam a US$ 1,8360 a libra-peso. O Brasil deve colher entre 49 milhões e 52,3 milhões de sacas da commodity na safra 2012/13, que começa em junho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "Mas o café é suscetível a uma retomada baseada em coberturas de posições vendidas, com fundos se desfazendo de apostas baixistas e torrefadoras começando a comprar", disse Luke Chandler, analista do Rabobank. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,44%, a R$ 387,15 a saca de 60 quilos.
Oferta maior
Os futuros do algodão caíram ontem em virtude de novas especulações de que a oferta global da pluma será maior que a demanda. Na bolsa de Nova York, papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,8360 por libra-peso, com queda de 255 pontos. Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial de algodão deverá atingir 123,64 milhões de fardos neste ano-safra, que se encerrará em 31 de julho, superando a estimativa de fevereiro, de 123,32 milhões de fardos. Com isso, a agência prevê alta de 2,6% nos estoques mundiais, puxados pela China, onde os estoques devem ser até 73% maiores, informou a Bloomberg. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso da fibra ficou em R$ 1,5784, alta de 0,25%.
Clima melhor Os futuros do trigo registraram ontem o maior recuo em quase uma semana diante de especulações sobre as condições das lavouras nas Grandes Planícies dos EUA. A expectativa do mercado é de que haverá uma melhora no campo, graças ao tempo mais quente combinado com chuvas previstas para as próximas duas semanas, que devem acelerar o desenvolvimento das plantas. "Há boas chances de tempo mais quente que o normal e precipitações", disse Chad Henderson, analista de mercado da Prime Agricultural Consultants à Bloomberg. Em Chicago, os papéis para maio encerraram a US$ 6,4375 por bushel, queda de 5,25 centavos. Em Kansas, o recuo foi de 6,50 centavos, para US$ 6,81. No mercado interno, a saca de 60 quilos ficou em R$ 24,08, sem variação, segundo o Deral.