Commodities Agrícolas

20/03/2012
Commodities Agrícolas
 
 
Virada à vista 
 
Os futuros de algodão tiveram ontem a maior alta em duas semanas em Nova York, com sinais de que a demanda vai reagir frente aos preços mais baixos da commodity. O contrato para julho encerrou a 89,90 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 185 pontos. O analista independente Mike Stevens disse à Dow Jones Newswires que a elevada posição vendida dos fundos - uma aposta na queda dos preços, que foi ampliada em 15% na semana encerrada no último dia 13 - pode ser um sinal de inversão na tendência de queda recente. Para ele, o fato de muitos negociadores estarem em um mesmo lado do mercado pode significar que algum movimento contrário esteja por vir. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,36%, a R$ 1,5782 a libra-peso.
 
Correção técnica 
 
Após cinco pregões seguidos de alta, os preços da soja cederam ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam em queda de 7,25 centavos, cotados a US$ 13,7350 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a soja foi influenciada pela queda das cotações do trigo em um dia de notícias baixistas para o cereal. Foi o sinal para que fundos e especuladores, que ganharam com escalada da oleaginosa nas últimas semanas, realizassem lucros. Os preços da soja subiram mais de 23% desde a segunda quinzena de dezembro, impulsionados pela quebra da safra sul-americana e pela forte demanda chinesa pela commodity nos EUA. No mercado físico, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,84%, a R$ 55,55 a saca.
 
Menor preço na China 
 
Pressionados pela queda dos preços futuros do trigo nos Estados Unidos e por um respiro no mercado chinês, os preços do milho negociados em Chicago caíram ontem. Os contratos com vencimento em julho cederam 8,75 centavos de dólar, a US$ 6,6150 o bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, as expectativas de importação de milho por parte da China continuam altas, mas os preços do grão no país asiático caíram ligeiramente na segunda-feira depois de alcançarem o maior nível histórico no fim da semana. A queda dos embarques americanos de milho na semana encerrada no último dia 15 também pesou sobre o mercado futuro da commodity. O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa recuou 0,81%, a R$ 29,31 a saca de 60 quilos.
 
Oferta russa 
 
O clima favorável para o plantio de inverno nos EUA e a informação de que o governo russo não vai restringir as exportações de grãos derrubaram o preço do trigo ontem. Em Chicago, os contratos futuros da commodity com entrega para julho encerraram o pregão a US$ 6,61 por bushel, desvalorização de 16,25 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos para maio recuaram 13,25 centavos de dólar, a US$ 7,0025 o bushel. Conforme analistas consultados pela Bloomberg, a decisão russa ajudou a pressionar as cotações do cereal na medida em que a produção russa acirra a competição com as exportações dos Estados Unidos. No Estado do Paraná, o preço médio do trigo subiu 0,28%, a R$ 465,81 por tonelada, segundo o Cepea/Esalq.
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