26/03/2012
Commodities Agrícolas
Sem direção Os futuros do açúcar encerraram o pregão de sexta-feira em queda. Os contratos para entrega em julho fecharam a 24,50 centavos de dólar a libra-peso, com desvalorização de 22 pontos. Segundo especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado oscilou ao longo de todo o dia, sem tendência definida. Segundo Michael McDougall, da Newedge, há uma espécie de "guerra" acontecendo no mercado de açúcar. De um lado, existe a ideia de que há um superávit global da commodity. De outro, que há dificuldades logísticas na exportação de açúcar da Tailândia e questões políticas na Índia que podem tornar esse superávit não-operacional. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em alta de 0,45%, a R$ 57,47 a saca.
Especulação climática O dólar mais fraco deu impulso aos contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova York na sexta-feira. No pregão anterior, a commodity havia atingido a menor cotação desde outubro de 2010. Os papéis para julho subiram 180 pontos para US$ 1,8155 a libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, especulações relacionadas à queda das temperaturas no Brasil nos próximos meses também deram sustentação. "O clima frio aumenta o risco de danos causados por geadas", disse Oscar Schaps, diretor global de soft commodities da INTL FCStone. Além disso, qualquer informação de aperto dos estoques também garante a alta dos preços, afirmaram participantes do mercado. O indicador Cepea/Esalq teve leve alta de 0,04%, a R$ 370,58 a saca.
Produção argentina Os efeitos da estiagem sobre a produção de soja na Argentina sustentaram os preços da oleaginosa na sexta-feira. Os contratos futuros com entrega para julho encerraram o pregão na bolsa de Chicago a US$ 13,7175 por bushel, alta de 15 centavos de dólar. Terceiro maior exportador de soja, a produção andina do grão na safra 2011/12 deve cair para 44 milhões de toneladas, conforme o Ministério da Agricultura argentino. Trata-se de uma produção inferior as 49 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior e as 46,5 milhões estimadas pelo USDA. "A menor produção na Argentina significa que os estoques globais estão ficando apertados", disse à Bloomberg Mark Schultz, da Northstar Commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja do Paraná subiu 0,21% %, a R$ 53,39 a saca.
Seca na Europa A preocupação com a falta de chuvas na Europa voltou a puxar os preços do trigo americano na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos com entrega em julho fecharam em alta de 9 centavos, cotados a US$ 6,6450 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento recuou 10,25 centavos, para US$ 7,0225 por bushel. Conforme informou a Bloomberg, áreas tritícolas no Reino Unido e na França devem permanecer secas por pelo menos mais dez dias. "As preocupações contínuas com as condições na Europa estão impulsionando os preços", disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics & Consulting. No Brasil, o preço médio do trigo pago ao produtor do Paraná subiu 0,65% na sexta-feira, a R$ 465,81 por tonelada.