Commodities Agrícolas

27/03/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Efeito Índia Os futuros de açúcar caíram ontem na bolsa de Nova York frente a especulações de que o governo da Índia planeja permitir mais embarques da commodity. O contrato para entrega em julho encerrou o pregão a 23,81 centavos de dólar a libra-peso, em queda de 69 pontos. O painel de ministros indianos aprovou recentemente um volume adicional de exportação de 1 milhão de toneladas de açúcar, segundo informações oficiais do governo do país noticiadas pela Bloomberg. A associação das usinas indianas acredita que o governo ainda pode autorizar mais 1,5 milhão de toneladas. "Há uma liquidação especulativa quando vem notícias da Índia", disse Jeff Bauml, da R.J. O'Brien & Associates. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,16% a R$ 57,56 a saca de 50 quilos.
 
Plantio recorde A expectativa de um plantio recorde de milho nos Estados Unidos pressionou as cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os papéis com entrega para julho encerraram o pregão a US$ 6,36 por bushel, queda de 8,50 centavos de dólar. "A maior área plantada e o clima favorável estão pesando sobre o preços no mercado de milho", disse à Bloomberg Greg Grow, diretor da Archer Financial. Desde o início do ano, a commodity caiu 1,4% em reação às especulações de que a área plantada com milho nos EUA será a maior desde 1944, alcançando 38,31 milhões de hectares, conforme pesquisa feita pela Bloomberg com analistas do setor. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 0,21% sobre a última sexta-feira, negociado a R$ 28,49 a saca.
 
Safra na América do Sul A especulação de que a safra menor na América do Sul vai aumentar a demanda pela soja americana sustentou os contratos futuros do grão negociados na bolsa de Chicago. Os papéis para julho subiram 12,50 centavos de dólar, para US$ 13,8425 o bushel, o maior valor desde setembro do ano passado. "A queda da produção na América do Sul continua a sustentar os preços nos Estados Unidos e a incentivar os produtores a plantar mais neste ano, disse à Bloomberg Greg Grow, diretor de agronegócio da Archer Financial Services. Ele afirmou que a região perdeu cerca de um terço de sua safra, o mesmo volume projetado para a importação da China, o que deve resultar em aumento das exportações americanas. O indicador Cepea/Esalq subiu 1,02%, a R$ 56,30 a saca.
 
Limite de baixa Os futuros de suco de laranja voltaram a subir depois de uma sequência de sete pregões em baixa. Ontem, os contratos com entrega para julho fecharam o dia negociados a US$ 1,6420 por libra-peso na bolsa de Nova York, valorização de 190 pontos. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires acreditam que a commodity pode ter encontrado um piso. "Provavelmente, o suco de laranja encontrou um limite de baixa", afirmou James Cordier, da Liberty Trading's. "De fato, os fundamentos da commodity não são altistas, mas havia uma queda exagerada", acrescentou. Conforme o analista, o suco deve oscilar em torno de 15 centavos de dólar no curto prazo. Em São Paulo, o preço médio pago ao produtor pela laranja pera caiu 1,21%, a R$ 13,05 a caixa (40,8 quilos), de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
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