28/03/2012
Commodities Agrícolas
Excesso de oferta
As cotações do açúcar tipo demerara recuaram ontem pelo segundo dia seguido e fecharam no nível mais baixo em duas semanas. Em Nova York, os contratos com vencimento em julho fecharam com desvalorização de 33 pontos, cotados a 23,48 centavos de dólar por libra-peso. Segundo informou a agência Dow Jones Newswires, o mercado reagiu à decisão da Índia de liberar mais 1 milhão de toneladas de açúcar para exportação. Além disso, o Rabobank divulgou relatório em que manteve sua expectativa baixista em relação aos preços devido ao excedente na oferta global da commodity na safra 2011/12 - estimado ontem em 7,7 milhões de toneladas pela consultoria F.O. Licht. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,02% para R$ 57,57 por saca de 40 quilos.
Teto em três semanas
Um movimento de coberturas de posições e a expectativa de que a China amplie as compras de algodão americano impulsionaram as cotações da commodity ontem na bolsa de Nova York ao maior patamar em três semanas, segundo a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em julho encerraram o dia a 93,01 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 198 pontos em relação à véspera. Traders nova-iorquinos acreditam que a demanda por algodão exportado pelos EUA poderá aumentar por conta das incertezas em relação ao ritmo dos embarques da Índia. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nas principais praças do Estado a arroba da pluma continua em torno dos R$ 50.
Movimentos técnicos
Ajustes de posições e realizações de lucros determinaram a queda das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago, segundo a agência Dow Jones Newswires. Os contratos para julho fecharam a US$ 13,7625 por bushel, baixa de 8 centavos de dólar em relação à véspera. Em meio a seus movimentos, os traders ignoraram as novas previsões da "Oil World" para o mercado global da oleaginosa. Entre outras projeções, a publicação especializada alemã previu que os estoques mundiais no fim de agosto serão 20,4% menores que na mesma época de 2011 e que entre os meses de abril e junho a China deverá ampliar suas importações. No Cerrado do oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média por R$ 48,50, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Clima nos EUA
As condições climáticas favoráveis para a safra de trigo de inverno nos EUA motivaram a maior queda do cereal em dois meses nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos futuros com entrega para julho fecharam a R$ 6,5275 por bushel, retração de 17,50 centavos de dólar. Em Kansas, os papéis com o mesmo vencimento fecharam a US$ 6,885 por bushel, queda 19,25 centavos. "Parece ser uma das melhores safras dos EUA nos últimos dez anos", afirmou à agência Bloomberg Jeff Beal, do Gulke Group. "O clima permanece bastante favorável", disse. Em Kansas, 59% da safra de inverno apresenta excelentes condições, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No Paraná, o preço médio do trigo no recuou 0,07%, a R$ 465,42 a tonelada, segundo o Cepea/Esalq.