Commodities Agrícolas

02/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Oferta incerta no Brasil
 
Os futuros de açúcar tiveram alta na sexta-feira na bolsa de Nova York com o contrato para julho fechando a 23,82 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 14 pontos. Especialistas disseram à Dow Jones Newswires que a grande oferta vinda de grandes produtores, como Tailândia e Índia, tem tirado o brilho dos recentes ganhos, que chegaram a atingir 26,78 centavos de dólar por libra-peso em fevereiro, o maior nível em quatro meses. As chuvas no Brasil, o principal produtor de açúcar do mundo, também podem azedar os preços, na medida que pode melhorar as perspectivas de safra do país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em alta de 0,05% a R$ 58,11 a saca de 50 quilos. No mês de março, o indicador acumulou alta de 1,03%.
 
Compras de barganha
 
Após dois dias consecutivos de queda acentuada, os contratos futuros de café negociados em Nova York registraram alta na sexta-feira, com a especulação de que os preços baixos vão estimular o consumo. Os papéis para julho subiram 585 pontos, para US$ 1,85 por libra-peso. "A demanda aumentou após o recente movimento de baixa", disse à Bloomberg Jack Scoville, da Price Futures. Além disso, a possibilidade de quebras de safra deu sustentação ao mercado. O Maquarie Group disse que a seca pode afetar a produção no Brasil. Já a Federação de Cafeicultores da Colômbia informou que a safra no país deverá ser a menor desde 1976 por causa das chuvas fortes. No mercado físico, o café de boa qualidade oscilou entre R$ 380,00 e 390,00 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Realização de lucros
 
Os contratos de suco de laranja negociados na bolsa de Nova York fecharam em queda na sexta-feira, pressionados por realizações de lucros. Os papéis para julho fecharam em queda de 260 pontos, a US$ 1,6150 por libra-peso. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires explicaram que os investidores embolsaram os ganhos do mercado após os recentes recordes de alta provocados pelo temor de que concretizasse o banimento das importações americanas de suco do Brasil, o maior exportador mundial, e o receio de que o clima extremamente frio nos pomares da Flórida pudesse prejudicar a oferta da fruta americana. No mercado interno, a laranja-pera in natura teve queda de 1,08% na sexta-feira com a caixa valendo R$ 14,67, segundo o Cepea/Esalq.
 
Área menor nos EUA
 
A previsão de que a área de cultivo de algodão nos Estados Unidos será menor trouxe valorização para os futuros da pluma na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos para julho encerraram o pregão em alta de 19 pontos a 93,92 centavos de dólar a libra-peso. Especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires avaliaram que a alta não foi expressiva porque a redução de área deve ser abaixo do esperado pelo mercado. "Foi baixista. Nós esperávamos um pouco mais de aperto na oferta", disse Chris Kramedjian, da INTL FCStone. Ele ponderou, no entanto, que o tamanho dessa oferta ainda depende do clima, isso porque o Texas e a Geórgia, os dois maiores Estados produtores, estão na mira da seca. Em Rondonópolis, a arroba da pluma fechou a sexta-feira estável em R$ 50,80, segundo Imea/Famato.
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