03/04/2012
Commodities Agrícolas
Maior procura
A especulação de que a demanda global por café poderá aumentar impulsionou os contratos futuros da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para maio subiram 385 pontos, para US$ 1,8885 a libra-peso. Segundo a Bloomberg, as cotações recuaram cerca de 20% no último trimestre e atingiram em 22 de março o mais baixo patamar desde 2010. Traders disseram que a queda pode ajudar a impulsionar as compras. "Houve um pouco de compras de torrefadores desde que o preço caiu para uma mínima de 17 meses", afirmou Victor Torres, vice-presidente da INTL FCStone. Alguns traders acreditam que os preços encontrarão suporte no fim deste mês ou no início de maio com a possibilidade de geadas no Brasil. O indicador Cepea/Esalq subiu 1,20%, para R$ 386,44 a saca.
Piso desde outubro
Diante de um cenário de oferta confortável e menor demanda por suco de laranja, os investidores realizaram ontem uma forte liquidação de posições e derrubaram os futuros da commodity ao menor patamar desde outubro na bolsa de Nova York. Os contratos para julho recuaram 185 pontos, para US$ 1,5965 a libra-peso na bolsa americana. De acordo com especialistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a pressão sobre as cotações foi potencializada pelo menor temor de perdas nos pomares da Flórida em função do frio, uma vez que as temperaturas estão mais amenas no Estado. Além disso, dizem os analistas, a demanda por suco de laranja nos Estados Unidos está arrefecendo. No mercado de São Paulo, o preço da laranja-pera in natura subiu 0,89% para R$ 14,80 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq.
Mais um dia de alta
Movimentos técnicos e a boa demanda externa pela soja produzida nos Estados Unidos motivaram nova valorização dos preços do grão ontem na bolsa de Chicago, informou a Dow Jones Newswires. Os contratos para julho fecharam a US$ 14,2725 por bushel, ganho de 19 centavos de dólar em relação à sexta-feira, quando as cotações dispararam em decorrência da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que previu a queda da área plantada com a oleaginosa no país na safra 2012/13. Entre os analistas, uma ala ainda acredita que, dados os elevados preços atuais, a área poderá ser maior que a estimada pelo USDA. No oeste baiano, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 49,50, segundo a Associação de Agricultura e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Ainda os estoques
Divulgado na sexta-feira, o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre os estoques de grãos do país, que mostrou uma queda das reservas de milho, voltou a impulsionar as cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago, informou a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 6,51 por bushel, alta de 7,75 centavos de dólar em relação à véspera. Se no curto prazo o "fator estoques" oferece sustentação aos preços, no longo prazo a previsão do USDA de aumento da área plantada nos EUA na safra 2012/13 tende a pressionar o mercado. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho saiu, em média, por R$ 22,28, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.