Commodities Agrícolas

10/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Leve queda 
 
Os preços do açúcar tipo demerara registraram queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão cotados a 23,61 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 9 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o pregão registrou poucos negócios, esvaziado pelo feriado em Londres - onde se negociam os futuros de açúcar refinado - e sem notícias capazes de provocar oscilações bruscas. A avaliação é de que a pressão sobre os preços tem sido limitada, apesar da proximidade da colheita de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor mundial da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal avançou 0,27%, para R$ 58,53 por saca de 50 quilos.
 
Nova mínima
 
Os contratos futuros do suco de laranja caíram ontem para o menor valor em seis meses em Nova York. Os lotes para entrega em julho tiveram queda de 515 pontos, cotados a US$ 1,5275 a libra-peso. Segundo disse à Bloomberg o corretor John Ortelle, da Mckeany- Flavell, o motivo é a ampla oferta global e a fraca demanda nos Estados Unidos. A previsão é que os estoques das três maiores produtoras de suco do Brasil - maior fornecedor global da commodity - tenham em 30 de junho o dobro do volume de um ano antes. Já as vendas no varejo americano foram reduzidas para 155,7 milhões de litros nas quatro semanas encerradas em 17 de março, frente aos 176,9 milhões de litros de um ano atrás. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a laranja-pera caiu 1,96%, para R$ 12,50 a caixa.
 
Preços atrativos
 
Os contratos futuros de algodão negociados na bolsa de Nova York subiram ontem com a especulação de que a demanda pela commodity vai reagir, após os preços terem recuado ao menor nível em seis meses. Os papéis para julho fecharam em alta de 91 pontos, a 89,30 centavos de dólar por libra-peso. O analista independente Mike Stevens disse à Bloomberg que a queda da semana passada tornou os preços da fibra muito atrativos para as indústrias. A Índia, a segunda maior produtora mundial, planeja instituir uma reserva para a indústria têxtil nacional. "A indicação de que a Índia está prestes a acumular algodão para suas fábricas também foi favorável ao mercado", acrescentou. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,12%, a R$ 1,5990 a libra-peso.
 
Estoques reduzidos 
 
Após três quedas seguidas, o trigo voltou a subir ontem no mercado americano, sustentado pela expectativa de corte na estimativa oficial para os estoques domésticos da commodity, em relatório que o Departamento de Agricultura dos EUA divulga hoje. Além disso, disse à agência Bloomberg Larry Glenn, analista da Frontier Ag, os pecuaristas americanos estão comprando mais trigo para uso na alimentação animal. Em Chicago, os contratos com entrega em julho subiram 2,75 centavos, a US$ 6,49 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o vencimento recuou 2,25 centavos, a US$ 6,6975 por bushel. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná recuou 0,17%, a R$ 467,22 por tonelada, segundo levantamento do Cepea.
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