Commodities Agrícolas

17/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Efeito China 
 
As preocupações sobre o crescimento mais lento da China voltaram a derrubar os preços do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para julho fecharam a 22,31 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 50 pontos. Especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a commodity já estava sob pressão diante das turbulências globais e que ela foi reforçada pelo menor crescimento da China. "Os fundos vêm reduzindo sua exposição", disse Michael McDougall, da Newedge. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal registrou queda pelo quarto dia consecutivo diante de estoques mais altos no Centro-Sul e do início da moagem de cana na região. O indicador teve desvalorização de 0,93%, para R$ 56,73 a saca de 50 quilos.
 
Incertezas pela frente 
 
O efeito do menor crescimento chinês e a expectativa de uma grande safra de arábica no Brasil pressionaram os preços do café ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 1,7585 a libra-peso, em queda de 435 pontos. "Eu acredito que todo mundo está realmente com receio de que a China coloque o pé no freio também em suas importações de commodities", disse Marcio Bernardo, da Newedge, à Dow Jones Newswires. Além disso, a expectativa de uma grande safra de café arábica no Brasil, maior produtor mundial, continua a tirar sustentação do mercado, sobretudo porque o clima no país deve ser favorável à colheita. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão teve queda de 1,76%, a R$ 373,24 a saca de 60 quilos.
 
Maior queda em um mês 
 
Os contratos futuros da soja registraram ontem a maior queda diária em quase um mês na bolsa de Chicago, pressionados pela especulação de que o clima favorável dará suporte ao plantio da safra 2012/13 nos Estados Unidos, maior produtor e exportador mundial do grão. Os papéis com vencimento em julho encerraram o pregão com perdas de 16,50 centavos, cotados a US$ 14,2425 por bushel. O relatório mensal da Associação dos Esmagadores de Oleaginosas dos Estados Unidos, que traz dados sobre o esmagamento da soja e seus subprodutos, veio aquém das expectativas do mercado para março, o que ajudou a puxar as cotações para baixo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 59,00 a saca de 60 quilos do grão, uma queda de 1,63%.
 
Alta no campo em SP
 
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), encerrou a primeira quadrissemana de abril com variação positiva de 1,04%, informou a Secretaria da Agricultura do Estado. Foi a terceira alta consecutiva do indicador, sustentada por valorizações médias tanto no grupo formado por seis produtos de origem animal (2,22%) quanto no composto por 14 vegetais (0,61%). No primeiro, o destaque foi o salto observado no mercado de ovos (13,95%), cujo consumo aumentou durante o período da quaresma. Entre os vegetais, a maior alta foi a da banana nanica (12,73%), ainda impulsionada pela retomada das compras para merenda escolar. A soja também registrou ganhos expressivos (9,95%).
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