Commodities Agrícolas

19/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Vendas maiores 
 
A indicação de que as vendas de açúcar da Índia - segundo maior produtor mundial, atrás apenas do Brasil - poderão ser maiores que o previsto mexeu com os preços do produto ontem na bolsa de Nova York. Os contratos mais líquidos, com vencimento em julho, encerraram o dia a 22,01 centavos por libra-peso, baixa de 56 pontos. Segundo a agência Bloomberg, o mercado de açúcar também foi influenciado pela renovada preocupação de que a crise de dívida que atinge a Europa poderá prejudicar o crescimento econômico mundial, reduzindo a demanda por commodities como o açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal recuou 0,48%, a R$ 56,23 a saca de 50 quilos. No mês, o indicador acumula uma retração de 3,24%.
 
Influência da Índia 
 
Os contratos futuros de algodão negociados na bolsa de Nova York apresentaram ganhos com a cobertura de posições vendidas diante da estimativa de que o governo da Índia (segundo maior produtor da fibra) vai exportar um volume recorde do produto. Os papéis com vencimento em julho encerram a 90,02 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 177 pontos. Segundo especialistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a alta nos papéis menos de uma semana antes do período de entregas físicas indica que aqueles que estão com posições vendidas podem não ter o produto ou não querem entregá-lo com base no contrato futuro para maio, que expira nas próximas semanas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,14%, a R$ 1,5990 por libra-peso. No mês, a variação é negativa em 1,52%.
 
Mais área plantada 
 
Os contratos futuros de soja registraram queda ontem na bolsa de Chicago diante de especulações de que os agricultores americanos irão expandir a área plantada nesta safra (2012/13) devido aos altos preços da commodity. Os papéis com entrega em julho encerraram o dia a US$ 14,1350 por bushel, queda de 18 centavos de dólar, o menor valor em duas semanas. "Parte da área de milho será revertida para soja", afirmou à Bloomberg Don Roose, presidente da U.S. Commodities. Isso porque somente neste ano os preços da oleaginosa tiveram um aumento de 17%, enquanto os de milho recuaram 8,1%. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa ficou em R$ 60,10, com variação positiva de 0,43%. No mês, a commodity já acumula alta de 3,98%.
 
Milho em baixa 
 
A expectativa de que as condições climáticas irão favorecer o plantio e o desenvolvimento do milho nos Estados Unidos novamente ajudou a puxar os preços do grão para o campo negativo. Os papéis com entrega para julho na bolsa de Chicago encerraram o dia com desvalorização de 13,25 centavos, cotados a US$ 5,94 por bushel. Outra razão para a queda é o fato de o trigo no mercado físico ter se tornado uma alternativa mais barata para o uso na ração animal. "A queda nos preços da carne é um sinal de preços menores dos grãos", disse à agência Bloomberg Don Roose, presidente da consultoria US Commodities, com sede em Iowa. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão recuou 1,32% em relação ao dia anterior para R$ 25,34 a saca de 60 quilos.
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