20/04/2012
Commodities Agrícolas
Fundamentos divergem
Depois de atingir a menor cotação em 11 meses, o açúcar recuperou-se um pouco, mas não escapou de fechar o dia no negativo. Os papéis com entrega para julho ficaram a 21,77 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 24 pontos. Os fundamentos estão em conflito: de um lado, a Índia indicou que irá exportar mais açúcar neste ano; de outro, pesa a proximidade da colheita de cana no Brasil. Entretanto, analistas disseram à Dow Jones Newswires que a elevação das cotas de importação de açúcar dos Estados Unidos em 2012, anunciada na quarta-feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), indica que a demanda está firme e deve dar suporte aos preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 kg ficou em R$ 55,57, queda de 1,17%.
Novo piso em NY
Os contratos futuros de suco de laranja tiveram a maior alta em oito semanas, em função dos sinais de que os estoques estão em queda nos Estados Unidos. Os papéis de segunda posição, com vencimento em julho (normalmente de maior liquidez) fecharam cotados a US$ 1,4745 por libra-peso, com ganho de 180 pontos. O mercado parece formar um novo piso de preço, depois de não conseguir romper a barreira dos US$ 1,45 nas últimas sessões. "A tendência no curto prazo não é muito clara, mas aparentemente há um teto a US$ 1,51 por libra-peso e, se passar desse valor, [o preço]
deve parar em US$ 1,54 por libra-peso", afirmou Jack Scoville, analista da Price Futures, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a caixa da laranja pera ficou a R$ 13,33, baixa de 3,96%.
Exportações firmes
Os preços do algodão negociado no mercado futuro terminaram o dia em alta em Nova York. Os papéis de segunda posição, com vencimento em julho, fecharam ontem com valorização de 70 pontos, a 90,72 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, o ritmo forte dos embarques de algodão dos Estados Unidos deu sustentação ao mercado: na semana encerrada em 12 de abril, foram despachados 261,9 mil fardos (163,7 mil fardos somente para a China), um volume 30% maior que na semana anterior. Apesar disso, o Departamento de Agricultura (USDA) reportou novos cancelamentos de vendas, o que limitou o fôlego altista da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq ficou cotado a R$ 1,6073 por libra-peso, um avanço de 0,52%.
Demanda para ração
Após quatro sessões seguidas de baixa, o trigo fechou a quinta-feira com ganhos no mercado futuro americano. Em Chicago, os papéis para julho encerraram a US$ 6,30 por bushel, alta de 14,25 centavos. Em Kansas, a posição avançou 12 centavos, a US$ 6,4650 por bushel. Especula-se que o fato de o cereal ter atingido o menor preço em três meses deve estimular a demanda pelo cereal como alternativa ao milho na ração animal. "Os que têm a opção de usar o trigo para alimentar o rebanho ficarão de olho. E veremos isso toda vez que essa diferença ficar entre 10 e 15 centavos", afirmou Dennis DeLaughter, da Progressive Farm Marketing, à Bloomberg. No mercado interno, o preço médio do cereal no Paraná ficou em R$ 475,68 a tonelada, alta de 0,39%, segundo o Cepea/Esalq.