Commodities Agrícolas

25/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Alta limitada
 
O mercado futuro de café registrou ganhos expressivos ontem. Em Nova York, os contratos de arábica para julho (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam em alta de 455 pontos, cotados a US$ 1,8350 por libra-peso. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires disseram, porém, que há dificuldade para se ampliarem esses ganhos devido à proximidade da colheita no Brasil, que deve começar em maio. As colheitas no México, na América Central e na Colômbia, que acontecem após a safra brasileira, devem exercer uma pressão adicional sobre os preços e esfriar as possibilidades de uma alta expressiva nos próximos meses. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 389,20 a saca, alta de 2,41%.
 
Poucas entregas 
 
Os preços do algodão subiram ontem em Nova York. Os contratos para julho (de segunda posição, normalmente a mais negociada) caíram 102 pontos, para 91,46 centavos de dólar por libra-peso. Ontem foi o primeiro dia para as notificações de entrega física com base nos contratos com vencimento em maio, mas apenas uma (para entrega de 25 toneladas) foi emitida. O número de contratos abertos com base no contrato maio despencou antes do início das entregas. "Isso indica pouco interesse em receber ou entregar, o que não surpreende dada a falta de demanda para exportação vista ultimamente", afirmou John Flanagan, da Flanagan Trading, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, a média do indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 1,6072 por libra-peso, baixa de 0,19%.
 
Novas máximas 
 
Os preços da soja na bolsa de Chicago atingiram ontem o maior valor em três anos e meio. Os contratos com vencimento em julho (de segunda posição, normalmente os de maior liquidez) fecharam com ganho de 24 centavos, a US$ 14,65 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, o rali foi provocado por temor sobre o abastecimento global, motivados pela demanda crescente (sustentada pela China) e a oferta cada vez mais reduzida. Depois da seca, a Argentina sofre agora com baixas temperaturas, o que pode derrubar ainda mais sua colheita, que está em andamento. O país é o maior exportador mundial de óleo e ração à base de soja. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg ficou em R$ 61,75, com uma desvalorização de 0,40%.
 
Pressão da oferta 
 
Os preços do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em julho (de segunda posição, normalmente os mais negociados) fecharam em queda de 4,50 centavos, cotados a US$ 6,08 por bushel. Nem mesmo o fato de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter reportado vendas de 480 mil toneladas do grão, provavelmente para a China, sustentou os preços da commodity. "A desvalorização de ontem se apoia na expectativa de uma oferta elevada de milho no segundo semestre, já que as previsões indicam safras recordes no Brasil e nos Estados Unidos no ciclo 2012/13", afirma Steve Cachia, analista da Cerealpar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg do grão ficou a R$ 24,91, em queda de 1,42%.
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