Commodities Agrícolas

26/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Liquidação de posições 
 
Um movimento de liquidação de posições refletiu ontem nos preços do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho (de segunda posição, geralmente os de maior liquidez) fecharam em queda de 675 pontos, a US$ 1,7675 por libra-peso. A especulação de que a nova safra brasileira será recorde desestimulou os investidores a manterem as posições compradas - que indicam a aposta na alta de preços. No entanto, para Hector Galvan, analista da RJ O'Brien, os níveis de preços atuais apresentam boa oportunidade de compra. "O mercado está perto do menor preço em 18 meses e eu acredito que a colheita no Brasil deve vir abaixo das expectativas", disse à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca ficou a R$ 378,73, baixa de 2,69%.
 
Maior alta em 3 meses
 
Após duas sessões consecutivas em queda, os preços do suco de laranja avançaram na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho (que ocupam a segunda posição e costumam ter maior liquidez) fecharam com um ganho de 490 pontos, a US$ 1,4675 por libra-peso. É a maior alta do produto desde 23 de janeiro de 2012. Houve um aumento de contratos em aberto, o que favoreceu a valorização da commodity, diante da falta de novidade entre os fundamentos. "Parece que os preços do suco de laranja começam a se estabilizar, após uma queda de 33,7% desde o pico alcançado em janeiro", afirmou Joe Nikruto, da RJO Futures, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a caixa de laranja pera in natura ficou estável, a R$ 11,81.
 
Plantio recorde 
 
O milho teve um dia de perdas na bolsa de Chicago, mesmo com o anúncio de novas exportações dos Estados Unidos, que já totalizam 1,28 milhão de toneladas esta semana. Os papéis com entrega para julho sofreram uma queda de 7 centavos, a US$ 6,01 por bushel. Para Glauco Monte, analista da INTL FCStone, a cotação do grão pode chegar a US$ 5 por bushel nos próximos meses, a persistir a previsão de clima favorável à cultura nos Estados Unidos, cujo plantio recorde deve inundar o mercado. "Contudo, há rumores de que a China poderia importar dos EUA um volume de milho maior que o previsto, e essa seria uma chance de alta para os preços do grão", disse Monte. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg ficou a R$ 24,74, com uma desvalorização de 0,68%.
 
Efeito clima 
 
A perspectiva de que o clima pode melhorar em algumas regiões produtoras de trigo nos EUA colaborou para que as cotações do cereal sofressem queda ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 6,2650 por bushel, retração de 6 centavos. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento tiveram baixa de 0,5 centavo, a US$ 6,42 por bushel. De acordo com a agência Bloomberg, as chuvas em quantidade ideal devem beneficiar as lavouras americanas. Previsões indicam ainda que a seca na Europa pode não ser tão dura e que o frio diminuirá no Canadá. No mercado doméstico, o preço médio pago aos produtores do Paraná ficou em R$ 477,28 a tonelada, alta de 0,44%, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
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