Commodities Agrícolas

27/04/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Queda livre Os preços do suco de laranja congelado e concentrado registraram queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para julho (de segunda posição, normalmente a de maior liquidez) fecharam o dia cotados a US$ 1,45 por libra-peso, um recuo de 105 pontos. Com a baixa, a commodity acumula desvalorização de 14% em 2012, segundo a agência Bloomberg. As cotações estão sob pressão desde que os temores de um possível embargo às importações americanas de suco do Brasil perderam força. A demanda fraca e os estoques elevados têm pesado sobre os futuros da mercadoria. No mercado interno, o preço médio da laranja-pera, ao citricultor paulista, caiu 3,13%, a R$ 11,44 a caixa, segundo levantamento do Cepea/Esalq. No ano, o preço acumula queda de 22%.
 
Temor de escassez O crescimento das exportações americanas de algodão na semana encerrada em 19 de abril renovou o temor de escassez da fibra no futuro próximo. Em Nova York, os futuros da commodity com vencimento em julho (que ocupam a segunda posição de entrega, geralmente a de maior liquidez) fecharam a 92,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 131 pontos. "Os números de exportação divulgados hoje [ontem] dizem respeito a vendas a 88 centavos de dólar por libra-peso", disse o analista Mike Stevens à agência Dow Jones Newswires, lembrando que a demanda pode esfriar nas próximas semanas, com a volta da commodity ao patamar dos 90 centavos. No mercado doméstico, a média do indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 1,5999 por libra-peso, em baixa de 0,52%.
 
Estoques pressionados Os baixos estoques e o grande volume de compras da China fizeram subir os preços do milho na bolsa de Chicago, ontem. Os futuros com entrega em julho (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam em alta de 6,50 centavos, a US$ 6,0750 por bushel. Há especulações de que a China estaria aumentando as compras de milho para ampliar suas reservas de ração animal. Contudo, a melhora do clima deve beneficiar as lavouras do grão nos EUA e pressionar os preços. "A questão dos estoques deve ser resolvida entre agosto e setembro, quando entrará a nova safra americana", afirmou David Durra, da AgSpread Analytics, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg ficou em R$ 24,47, queda de 1,09%.
 
Rendimento limitado A especulação de que o tempo mais quente deve limitar o aumento de produtividade do trigo no sul das Grandes Planícies americanas ajudou a elevar as cotações do cereal, segundo a Bloomberg. Em Chicago, os papéis com vencimento em julho tiveram alta de 9 centavos, para US$ 6,3550 por bushel. Em Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam a R$ 6,50 por bushel, alta de 8 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país exportou 744 mil toneladas do cereal na semana encerrada em 19 de abril, ante a previsão de 350 mil a 700 mil toneladas, o que também impulsionou os preços. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor do Paraná ficou em R$ 477,51 por tonelada, ligeira alta de 0,05%, segundo o Cepea/Esalq.
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