Commodities Agrícolas

02/05/2012

Commodities Agrícolas

 

 

Alta em Nova York

Os contratos futuros do café subiram ontem na bolsa de Nova York, num movimento que antecipou o provável aumento das vendas do produto do Brasil e de outros países da América Latina depois do feriado de 1º de maio. Os papéis para julho encerraram o dia a US$ 1,8415 a libra-peso, alta de 460 pontos. "Nós estamos vendo algumas vendas brasileiras", disse à Dow Jones Newswires um trader de uma multinacional, referindo-se ao pregão de ontem. Segundo especialistas, tendência daqui em diante vai depender de notícias sobre a frente fria que está sobre o Brasil e seu efeito nos cafezais do país. Na segunda-feira, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 1% para R$ 383,41 a saca de 60 quilos. No mês, o indicador acumula alta de 0,41%.


Chuvas na África

Os contratos de cacau para julho reverteram as perdas da segunda-feira e fecharam a terça em alta de US$ 100 pontos em Nova York, cotados a US$ 2.319 a tonelada. Foi o maior ganho em sete semanas, diante de preocupações de que as chuvas podem afetar a colheita no Oeste da África, maior região produtora da amêndoa, segundo especialistas ouvidos pela Bloomberg. Com isso, o mercado tem receio de que os estoques da commodity fiquem abaixo do estimado pelos órgãos oficiais. "Partes do noroeste da Costa do Marfim tem tido mais chuvas que no ano passado. Assim, poderá haver algum atraso por lá", disse Kyle Tapley, meteorologista da EarthSat. Na segunda-feira, os preços médios da arroba de cacau em Ilhéus e Itabuna (BA) caíram 2,7%, para R$ 70,66, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.


Piso em dois anos

A combinação entre queda da demanda e proximidade do início da safra de laranja no Brasil contribuiu para que os futuros do suco concentrado e congelado (FCOJ) recuassem ao menor nível em dois anos ontem em Nova York. Os papéis para julho encerraram o dia a US$ 1,3285 por libra-peso, em queda de 900 pontos. À Bloomberg, especialistas afirmaram que, segundo dados da Nielsen destacados pelo Departamento de Citrus da Flórida, as vendas de suco de laranja no varejo americano recuaram 11%, para 39,05 milhões de galões, nas últimas quatro semanas encerradas em 14 de abril na comparação com um ano antes. Traders relataram, ainda, preocupações sobre a demanda europeia. Em São Paulo, a laranja pera in natura recuou 3,85% na segunda-feira, para R$ 11 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq.


Condições favoráveis

O clima favorável à cultura do trigo nos Estados Unidos pressionou os futuros do cereal nas bolsas americanas. No pregão de Chicago, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 6,43 o bushel, em queda de 11,50 centavos. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento encerrou o dia a US$ 6,57 o bushel, em queda de 5 centavos de dólar. Especialistas disseram à Dow Jones Newswires que a melhora das condições das lavouras de inverno e o rápido plantio de trigo de primavera nos EUA influenciaram o mercado. Há informações de que as culturas estão com condições adequadas de umidade no solo e bom potencial de produção. No mercado do Paraná, o preço médio do trigo caiu 0,06% na segunda-feira, a R$ 477,32 a tonelada, segundo Cepea/Esalq.

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: