04/05/2012
Commodities Agrícolas
Sob pressão Os contratos futuros de café arábica voltaram a cair ontem na bolsa de Nova York. Desta vez, a retração para os papéis com vencimento em julho foi de 695 pontos, para US$ 1,7580 por libra peso. O mercado vem sendo pressionado pela expectativa de uma colheita recorde no Brasil, na safra 2012/13, e apresenta uma tendência baixista há quase 12 meses. Marcio Bernardo, analista da Newedge USA, disse à Dow Jones Newswires que o mercado deve encontrar um suporte a US$ 1,7390 por libra peso, que foi o menor preço registrado em abril. Analistas afirmam ainda que, apesar da queda de ontem, não há uma tendência definida para os próximos dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg ficou a R$ 374,43, queda de 3,46%.
Novas mínimas O suco de laranja congelado e concentrado atingiu ontem o menor preço desde dezembro de 2009. No mercado futuro de Nova York, o contrato com vencimento em julho fechou em queda de 600 pontos, cotado a US$ 1,2480 por libra peso, após romper a barreira psicológica de US$ 1,30 por libra peso. Segundo disse à Dow Jones Newswires o analista Joe Nikruto, da R.J.O'Brien, a fraca demanda mundial e os estoques elevados pressionam as cotações, apesar de a CitrosBR ter previsto uma queda de 15% na produção brasileira de laranja na safra 2012/13, para 364 milhões de caixas. No mercado físico, o preço médio pago ao citricultor paulista pela caixa de laranja pera ficou em R$ 9,68, baixa de 4,63%, segundo levantamento feito pelo Cepea/Esalq.
Realização de lucros Ainda sob a pressão da expectativa de um aumento da área plantada nos Estados Unidos, estimulado pelos preços atraentes, a soja sofreu ontem a terceira queda seguida na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho (que ocupam a segunda posição, normalmente a de maior liquidez) fecharam com perda de 11,50 centavos, cotados a US$ 14,7350 por bushel. Segundo analistas, fundos especulativos liquidaram posições compradas - que funcionam como uma aposta na alta das cotações - com o objetivo de embolsar parte dos ganhos acumulados nos últimos meses. As cotações do grão também sofreram com vendas baseadas em análises gráficas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq subiu 2,04%, para R$ 63,88 por saca.
Leve recuperação Os preços do milho estabilizaram-se ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho (de segunda posição, geralmente a de maior liquidez) fecharam em alta de 3 centavos, a US$ 6,1450 por bushel. Analistas acreditam que a queda de quarta-feira foi exagerada e que as cotações tendem a buscar um novo piso. "Os estoques estão ajustados e a demanda segue aquecida ", afirma Priscila Pereira, especialista no mercado de grãos da XP Investimentos. De acordo com relatório divulgado ontem pelo USDA, na semana encerrada em 26 de abril, os EUA acertaram a exportação de 3,47 milhões de toneladas, número que ficou no topo das expectativas dos analistas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq ficou a R$ 24,52, em queda de 0,20%.