07/05/2012
Commodities Agrícolas
Efeito colheita
Os preços internacionais do café tipo arábica recuaram pelo terceiro dia seguido na sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em julho (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com perda de 120 pontos, cotados a US$ 1,7460 por libra-peso. O mau humor dos mercados financeiros, diante da divulgação de dados econômicos ruins na Europa e nos EUA, pesou sobre as commodities como um todo. As condições favoráveis para a colheita da nova safra brasileira, a 2012/13, que promete ser recorde, também vem pesando sobre os preços futuros do café. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 0,21% na sexta-feira, para R$ 375,21. Na semana, o indicador acumulou uma retração de 2,14%.
Queda livre
Os contratos de suco de laranja caíram pela quinta sessão consecutiva em Nova York na sexta-feira. Os futuros com vencimento em julho encerraram em baixa de 295 pontos, a US$ 1,2405 por libra-peso, o menor preço desde 1º de dezembro de 2009. Na semana, commodity recuou 16,2% - a maior queda semanal desde 1990. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, não há notícias otimistas vindas dos EUA. Além disso, como as cotações seguiram ladeira abaixo mesmo após a previsão de uma safra de laranja 15% menor no Brasil, é pouco provável que o movimento de queda pare por aqui. O preço médio pago pela caixa de laranja pera ao citricultor paulista ficou em R$ 9,36 na sexta-feira, queda de 3,31%, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Tendência indefinida
Os preços do algodão voltaram a cair na sexta-feira. Em Nova York, os contratos para julho (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam a 87,99 centavos de dólar por libra-peso, uma perda de 122 pontos. O analista independente Mike Stevens disse à agência Dow Jones Newswires que o mercado ainda precisa definir uma tendência e que os preços terão direção mais clara com a divulgação do relatório de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), na semana que vem, os esclarecimentos sobre a política de exportação da Índia e a emissão de licenças de importação da China. No Brasil, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,6044 a libra-peso, alta de 0,04%.
Clima favorável
Os preços do trigo tiveram novas baixas no pregão de sexta-feira, depois de uma leve recuperação na sessão anterior. Em Chicago, os contratos para julho sofreram queda de 6 centavos, para US$ 6,0950 por bushel. Em Kansas, os papéis de mesmo vencimento fecharam com perda de 6 centavos, a US$ 6,27 por bushel. O cereal segue pressionado pela expectativa de melhor rendimento nas lavouras americanas, favorecidas por bons níveis de chuva e calor. Também na sexta-feira, a Informa Economics elevou em 11% sua previsão para a safra de trigo de inverno em 2012/13 nos EUA, cuja colheita deve se iniciar em algumas semanas e chegar a 44,9 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço médio pago aos produtores do Paraná ficou em R$ 481,37 por tonelada, alta de 0,65%, segundo o Cepea/Esalq.