09/05/2012
Commodities Agrícolas
Oferta elevada
As cotações do açúcar demerara sofreram perdas ontem em Nova York, pressionadas pelos sinais de ampla oferta no Brasil e na Índia, os principais produtores mundiais da commodity. Os contratos com vencimento em julho, atualmente os de maior liquidez, fecharam em queda de 68 pontos, a 20,37 centavos de dólar por libra-peso. É a maior baixa em seis semanas. Segundo disse à Dow Jones Newswires o analista Jack Scoville, da Price Futures, a tendência para o açúcar é de baixa no longo prazo. Contudo, os investidores ainda avaliam o peso de uma possível redução na safra de cana brasileira - que sofreu com o tempo seco no início de 2012-, diante de um excedente global. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos subiu 0,35%, para R$ 54,04.
Queda livre
As cotações do suco de laranja recuaram ontem em Nova York pela sétima sessão consecutiva. Os papéis para julho fecharam a US$ 1,1670 por libra-peso, queda de 310 pontos. Especula-se que a demanda pela bebida cairá ainda mais em meio à desaceleração econômica mundial e num quadro de estoques elevados. "Observamos uma liquidação contínua de posições", disse à Dow Jones Newswires o analista Boyd Cruel, da Vision Financial. Traders ouvidos pela agência acreditam que os preços do suco ainda podem descer a US$ 1 por libra-peso, "suporte psicológico" capaz de frear a queda livre. No mercado doméstico, o preço médio pago pela caixa de laranja pera ao citricultor paulista ficou em R$ 8,88, baixa de 0,34%, de acordo com o Cepea/Esalq.
Clima favorável
Os preços do algodão caíram ontem ao menor nível em quase cinco meses na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram com uma perda de 49 pontos, a 86,18 centavos de dólar por libra-peso. Segundo afirmou a consultoria meteorológica WeatherBELL Analytics à agência Dow Jones Newswires, chuvas se dirigem ao oeste do Texas, Estado líder na produção da fibra nos EUA, o que deve ajudar a umidificar o solo para o plantio. A área plantada com algodão avança de forma acelerada em terras americanas e já atinge 36% do total esperado, ante 26% na última semana - e 24% do mesmo período do ano passado. No mercado doméstico, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos oito dias ficou em R$ 1,6152 por libra-peso, aumento de 0,28%.
Dólar forte
A instabilidade econômica na União Europeia, agravada ontem pelas incertezas quanto ao cumprimento do plano de austeridade fiscal na Grécia, colaborou para a alta do dólar e respingou nos preços da soja, que sofreram novas baixas. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho caíram 27,50 centavos, para US$ 14,3825 por bushel. Os fundamentos, entretanto, são altistas. Segundo a Bloomberg, os estoques de soja são os menores desde 1965 nos EUA, já que a quebra na safra da América do Sul levou a China a elevar as compras do grão americano. À Bloomberg, a corretora Linn Group disse apostar que a soja chegará a R$ 16 por bushel até o fim de junho. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 63,50, queda de 0,38%.