Commodities Agrícolas
Queda interrompida Depois de sete pregões consecutivos em baixa, as cotações do suco de laranja subiram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho chegaram a atingir US$ 1,2175 por libra-peso durante a sessão, mas cederam um pouco e fecharam a US$ 1,1750 por libra-peso, um avanço de 80 pontos. "O mercado está extremamente sobrevendido", disse James Cordier, analista da Liberty Trading, à agência Dow Jones Newswires. "Ainda que haja uma corrida à cobertura de posições vendidas, isso provavelmente não sustentará uma alta por muito tempo", concluiu Cordier. Em São Paulo, o preço médio pago ao citricultor do Estado pela caixa de laranja pera in natura ficou em R$ 9,44, uma valorização de 6,31%, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Piso desde dezembro O algodão atingiu o menor preço dos últimos cinco meses ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em julho fecharam em baixa de 36 pontos, a 85,82 centavos de dólar por libra-peso. Pesquisa conduzida pela agência Bloomberg junto a analistas apontou que, no relatório de hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve estimar em 18,34 milhões de toneladas a produção dos EUA, maior exportador mundial da fibra, na safra 2012/13. Desse volume, 13,01 milhões de toneladas deverão ser vendidas ao exterior, enquanto os estoques finais deverão ficar em 4,97 milhões de toneladas. No mercado doméstico, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos oito dias ficou em R$ 1,6224 por libra-peso, uma alta de 0,45%.
Dólar firme O enfraquecimento dos mercados em meio às incertezas político-econômicas da União Europeia fortaleceram o dólar de pressionaram importantes commodities ontem, caso do milho. Na bolsa de Chicago, os contratos para julho fecharam a US$ 6,0725 por bushel, em baixa de 15,75 centavos, a maior queda desde 2 de maio, quando os principais grãos (soja, milho e trigo) negociados na bolsa despencaram em conjunto. Também pesa sobre os preços do milho o clima favorável ao plantio nos EUA e a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontará, em relatório a ser divulgado hoje, grandes estoques no país no fim da próxima safra (2012/13). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 24,73, em queda de 0,04%.
Oferta em alta A perspectiva de estoques elevados, aliada à possibilidade de colheita farta nos Estados Unidos, colaborou para a baixa do trigo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para julho sofreram a maior queda na semana - 15 centavos - e fecharam a US$ 6 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento sofreram uma desvalorização de 17 centavos, para US$ 6,19 por bushel. "Os grãos estão sofrendo por conta dos problemas econômicos na Europa, que têm dado força à alta do dólar", disse Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage, à agência Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor do Paraná caiu 0,53%, para R$ 482,82 por tonelada, segundo o Cepea/Esalq.