Commodities Agrícolas

15/05/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
Chuvas na África 
 
A previsão de chuvas generalizadas nesta semana para a Costa do Marfim - maior produtor mundial de cacau - colaborou para a queda dos preços da amêndoa ontem em Nova York. Os contratos para julho recuaram US$ 58, para US$ 2.261 por tonelada. Preocupa, ainda, o nível de consumo na União Europeia, diante de seus problemas financeiros. Entretanto, o analista Robin Rosenberg, da PFG Best, disse à Dow Jones Newswires que vê possibilidade de alta. "A demanda da China está crescendo e a maioria dos produtores do oeste da África ainda não começou a colheita, o que indica oferta apertada do produto". No mercado interno, o preço médio pago pela arroba do cacau em Ilhéus e Itabuna (BA) ficou em R$ 75, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Tombo em Nova York 
 
O suco de laranja novamente não resistiu às incertezas que rondam a economia global e registraram mais uma forte queda ontem em Nova York. Em meio a liquidações de fundos, os papéis para julho despencaram 595 pontos (4,85%), para US$ 1,1660 por libra-peso. "A não ser que algum tipo de ameaça climática surja nos EUA, as valorizações serão limitadas a partir de agora", disse Jack Scoville, da Price Futures, à Dow Jones Newswires. A temporada de furacões começa em junho no país, mas os traders não creem que haverá problemas para os pomares da Flórida até o fim de julho. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja para mesa caiu 2,06% na primeira quadrissemana de maio, para a média de R$ 11,53, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura do Estado.
 
Influência europeia 
 
Fatores macroeconômicos ligados à crise europeia e ao dólar valorizado pressionaram o mercado de algodão ontem em Nova York, mas os preços da fibra ainda tiveram força para fechar no azul. Os contratos para outubro avançaram 24 pontos, para 78,72 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a agência Dow Jones Newswires, o governo da Índia anunciou que estuda limitar suas exportações em pouco menos de 15 milhões de toneladas no ano comercial que terminará em 30 de setembro. A restrição poderia elevar a demanda pelo algodão dos EUA, mas a grande oferta global pode conter o avanço nos preços da commodity. No mercado interno, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,6290 por libra-peso, queda de 0,03%.
 
Batata dispara em SP 
 
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira quadrissemana de maio com variação positiva de 0,2%. Ainda que tenha sido a sétima valorização seguida do indicador, foi a menor delas, o que pode sinalizar uma desaceleração. A alta foi determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 13 produtos vegetais - que, em média, subiu 0,62%. No grupo de seis produtos de origem animal, houve baixa de 0,93%. Entre todos os produtos, o que registrou maior aumento foi a batata (41,04%), cujo excesso de oferta de fevereiro a abril levou muitos produtores a atrasarem a colheita para o início deste mês.
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