21/05/2012
Commodities Agrícolas
Sequência de quedas
O suco de laranja registrou sua quinta queda seguida na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos para setembro fecharam com perda de 380 pontos, a US$ 1,0410 por libra-peso, depois de recuarem a US$ 1 por libra-peso durante o pregão - o que não acontecia desde outubro de 2009. Desde o início de 2012, os preços da bebida já despencaram 40% no mercado internacional. Segundo a agência Bloomberg, as cotações seguem em baixa por conta da demanda enfraquecida e da oferta elevada - situação que tende a se agravar com o início da colheita da fruta no Brasil (maior produtor mundial da commodity) no próximo mês. O preço médio pago ao citricultor paulista pela caixa de laranja pera alcançou R$ 8,97, alta de 1,24%, segundo o Cepea/Esalq.
Plantio nos EUA
O algodão registrou a maior alta em três semanas, na sexta-feira, em Nova York. Os contratos com vencimento em outubro fecharam em alta de 114 pontos, a 76,97 centavos de dólar por libra-peso. O avanço foi motivado por especulações de que o preço baixo nas últimas sessões poderia desestimular o plantio na safra 2012/13 nos EUA. Para o Goldman Sachs, o aumento nos estoques de algodão, sugerido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório de maio, pode contribuir para uma queda adicional dos preços da fibra. Entretanto, o banco aposta em uma área plantada menor que a prevista pelo USDA. No mercado interno, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,6143 por libra-peso, queda de 0,65%.
Realização de lucros
Um movimento de realização de lucros tomou conta do mercado de soja no pregão de sexta-feira na bolsa de Chicago, com os investidores interessados em embolsar ganhos apurados com nas três sessões anteriores. Os contratos para agosto fecharam em queda de 24,25 centavos, a US$ 13,81 por bushel. As cotações também perderam força pelo anúncio de que a China fará, na quinta-feira, um leilão público de 600 mil toneladas da oleaginosa. "Isso poderia ser um sinal de que o país recuaria nas importações, o que poderia pressionar o mercado no curto prazo", avalia Priscila Pereira, especialista no mercado de grãos da XP Investimentos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão alcançou R$ 65,11, com um avanço de 1,21%.
Influência da seca
O trigo voltou a disparar na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega para setembro encerraram com um ganho de 33,50 centavos, a US$ 7,03 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento fecharam em alta de 31 centavos, a US$ 7,175 por bushel. As cotações do cereal estão favorecidas pela estiagem que atinge importantes regiões produtoras no mundo. "Há problemas climáticos na Europa e nos Estados Unidos, mas nada que justifique essa disparada de preços", disse Doug Bergman, analista na RCM Asset Management, à agência Dow Jones Newswires. No Paraná, a tonelada de trigo foi negociada, em média, a R$ 482,15, com uma ligeira valorização de 0,05%, de acordo com um levantamento do Cepea/Esalq.