Commodities Agrícolas

23/05/2012

Commodities Agrícolas



O peso da colheita O açúcar demerara não resistiu às preocupações com o excesso de oferta mundial e caiu ontem em Nova York. Os papéis para outubro recuaram 53 pontos, a 20,20 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos mais curtos, para julho, ficaram abaixo de 20 centavos de dólar, o que não acontecia desde setembro de 2010. A incerteza sobre o tamanho da safra de cana do Brasil, maior produtor mundial de açúcar, manteve os traders fora do mercado e fez os preços oscilarem entre 22,50 centavos e 20 centavos de dólar nas últimas três semanas. "A iminência da colheita brasileira está pesando mais", afirmou Mike McDougall, da Newedge, à Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 55,19, avanço de 0,15%.

Oferta elevada Os preços do café arábica oscilaram ontem sem tendência definida em Nova York, mas acabaram fechando em queda. Os papéis para setembro caíram 85 pontos, para US$ 1,7650 por libra-peso. As cotações foram influenciadas pela expectativa de colheita elevada no Brasil, maior produtor global do grão. Segundo relatório do Rabobank, divulgado pela Dow Jones Newswires, o mercado sofre a pressão de vendas especulativas e do real mais fraco ante o dólar. A Fedecafé, entidade que representa os produtores da Colômbia (segundo maior fornecedor do grão), divulgou ontem que a colheita do país deve se recuperar em 2013, depois do recuo deste ano por conta do excesso de chuvas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou em R$ 390,62, alta de 0,32%.

Influências externas O cacau teve a segunda sessão consecutiva de queda na bolsa de Nova York, enfraquecido pela falta de notícias do lado dos fundamentos - o que faz a commodity, por ora, oscilar sob a influência do dólar valorizado e da fraqueza dos outros mercados. Os papéis com vencimento em setembro encerraram em baixa de US$ 55, a US$ 2.194 por tonelada. A perspectiva ainda é de boa colheita no oeste da África, onde está a Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. Participantes do mercado acreditam que essa queda abaixo de US$ 2.200 pode levar o cacau a testar as mínimas de abril, de US$ 2.050 por tonelada. No mercado interno, o preço médio da arroba em Ilhéus-Itabuna (BA) ficou a R$ 74,50, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Mais um dia de alta O suco de laranja teve mais um dia de ganhos ontem em Nova York. Os papéis para setembro subiram 160 pontos, para US$ 1,1060 por libra-peso. O temor diante da antecipação da temporada de furacões nos EUA colabora para a alta, já que agentes do mercado estão atentos a possíveis danos aos pomares da Flórida. Contudo, o volume de negócios é pequeno: 10% da média diária do ano passado, pois há poucos investidores dispostos a assumir uma posição nesse mercado volátil. "O suco pode chegar a US$ 1 por libra-peso à medida que avançamos em junho e julho. Mas, antes, pode atingir US$ 1,15", disse James Cordier, da Liberty Trading, à Dow Jones Newswires. O preço médio da caixa de laranja pera pago ao citricultor paulista ficou em R$ 8,81, queda de 0,45%, segundo o Cepea/Esalq.

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