Commodities Agrícolas

04/06/2012

Commodities Agrícolas


Pressão econômica As preocupações com dados econômicos negativos vindos da China e dos Estados Unidos pesaram sobre os preços do açúcar demerara, negociado em Nova York. Na sexta-feira, os contratos para outubro fecharam em baixa de 32 pontos, a 19,46 centavos de dólar por libra-peso. A valorização do dólar ante o real colaborou para o recuo da commodity. Como o Brasil é o maior fornecedor mundial de açúcar e o produto é vendido em dólares ao mercado externo, a desvalorização do câmbio estimula os produtores a vender, o que pressiona as cotações no mercado internacional. Por outro lado, traders disseram que os preços mais baixos começam a encorajar a demanda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 55,41, alta de 0,22%.

Ladeira abaixo O algodão ficou abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso pela primeira vez em 28 meses na bolsa de Nova York, pressionado pela tensão no cenário econômico global. Os contratos com vencimento em outubro sofreram uma queda de 300 pontos no último pregão, cotados a 68,85 centavos de dólar por libra-peso. Apesar disso, a demanda deu alguns sinais de aquecimento. Segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas do país totalizaram 113,1 mil fardos na semana encerrada em 24 de maio, crescimento de 22% em relação à média das últimas quatro semanas. No mercado brasileiro, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,5380 por libra-peso, uma desvalorização de 0,26%.

Boato chinês O milho sofreu com o mau humor financeiro e o fraco desempenho das exportações semanais americanas. Na sexta-feira, na bolsa de Chicago, os contratos para setembro fecharam em queda de 10,75 centavos, a US$ 5,1475 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura (USDA), os americanos venderam 282,7 mil toneladas de milho na semana encerrada em 24 de maio, volume muito inferior às 500 mil a 900 mil toneladas esperadas pelos analistas. "Houve um boato de compra de 300 mil toneladas pela China, o que deu sustentação ao mercado, mas não houve confirmação e os preços caíram", disse Pedro Dejneka, analista da Futures International, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 24,57, baixa de 0,20%.

Alívio climático O mau humor no mercado financeiro e o medo de uma ampla oferta global de trigo colaboraram para a forte queda do cereal no último pregão. Em Chicago, os contratos para setembro despencaram 30 centavos, a US$ 6,30 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 28 centavos, para US$ 6,53 por bushel. Para Dan Manternach, da consultoria Doane Advisory Services, o tempo seco deteriorou as lavouras americanas em maio, o que deixou os agricultores bem pessimistas. "Mas, agora, todos dizem que a produtividade não será tão ruim quanto esperavam", disse à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor do Paraná ficou a R$ 498,77 por tonelada, recuo de 0,16%, segundo o Cepea/Esalq.

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