Commodities Agrícolas

06/06/2012

Commodities Agrícolas

 

 



Piso desde 2009 O algodão recuou pela terceira sessão consecutiva em Nova York. Os contratos para outubro caíram 242 pontos, para 65,36 centavos de dólar por libra-peso, o menor valor desde outubro de 2009. A queda foi precipitada pelas chuvas que caíram sobre o Texas (maior Estado produtor nos EUA), o que beneficiou os plantios da commodity. "Certamente, algumas chuvas foram pesadas e podem ter danificado plantas que recém-emergiram", disse Matt Ziebell, meteorologista da National Weather Service, à Dow Jones Newswires. No entanto, a fibra permanece sob pressão devido ao excesso de oferta e à tensão econômica mundial. No mercado interno, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,5160 por libra-peso, uma desvalorização de 0,66%.

Tempo quente e seco As preocupações com a estiagem em regiões produtoras dos EUA impulsionaram os preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em agosto fecharam com um ganho de 12,75 centavos, a US$ 13,3250 por bushel. Para Vinícius Xavier, consultor em gerenciamento de risco da INTL FC Stone, as chuvas que caíram nos últimos dias sobre o Meio-Oeste americano amenizaram o problema, mas não foram a solução - e a expectativa é que o tempo continue quente e seco esta semana. "Mas ainda é cedo para falar em problemas mais sérios com a soja nos EUA, porque a cultura ainda pode se recuperar bem", avaliou o consultor. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 63,38, avanço de 0,60%.

Influências do Brasil A perspectiva de queda na demanda mundial de milho motivou o recuo da commodity em Chicago. Os papéis com entrega para setembro sofreram uma perda de 11,50 centavos, a US$ 5,16 por bushel. Dados vindos do Brasil colaboraram para a queda: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previu uma produção recorde para a safrinha do país, de 11,42 milhões de toneladas. Notícias dão conta que a China já se movimenta para comprar o grão brasileiro. Há ainda a previsão de geada para o final de semana no Brasil, principalmente para o Paraná - mas a safra recorde do Brasil não deve ser ameaçada nem com a quebra da colheita no Estado. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilo ficou a R$ 24,57, alta de 0,45%.

Estiagem dá trégua A expectativa de que o clima seco deu uma trégua em importantes regiões produtoras, como na Rússia, influenciou os preços do trigo ontem em Chicago. Os contratos com entrega para setembro recuaram 15,50 centavos, a US$ 6,3050 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 17,50 centavos, para US$ 6,5350 por bushel. As condições das lavouras nos EUA também melhoraram. O tempo quente e seco nas últimas semanas causou temor quanto ao desempenho da safra americana do cereal, mas a produtividade não teve reduções acentuadas até o momento. No mercado doméstico, o preço médio pago ao produtor do Paraná ficou em R$ 498,90 por tonelada, alta de 0,02%, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

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