Commodities Agrícolas

11/06/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Influência do dólar 
 
O suco de laranja recuou em Nova York, influenciado pela alta do dólar e pelo mau humor financeiro global. Os contratos para setembro fecharam em baixa de 235 pontos no pregão da última sexta-feira, a US$ 1,1520 por libra-peso. "A queda de preços pode fazer a demanda voltar", disse à Dow Jones Newswires o analista Fain Shaffer, da Infinity Trading. De acordo com o Centro Nacional de Furacões, nos Estados Unidos, não há tempestades tropicais atualmente no Atlântico, o que deve fazer com que as cotações da bebida movimentem-se baseadas apenas nas notícias macroeconômicas no curto prazo. No mercado doméstico, o preço médio pago ao citricultor paulista pela caixa de laranja pera in natura ficou estável, a R$ 7,50, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
 
Realização de lucros 
 
O algodão sofreu a maior queda em uma semana no pregão da bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro encerraram a sexta-feira a 68,72 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 257 pontos. Os preços da commodity foram influenciados pelo dólar valorizado ante uma cesta de moedas e por um movimento de realização de lucros, com os investidores interessados em embolsar os ganhos obtidos nas duas sessões anteriores. Participantes do mercado temem que a situação de incerteza na economia global comprometa a demanda, em meio a sinais de que haverá ampla oferta da fibra. No mercado doméstico, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos 8 dias ficou em R$ 1,4964 por libra-peso, retração de 0,12%.
 
Atenção à oferta 
 
Os preços do café arábica caíram na sexta-feira na bolsa de Nova York, diante do temor de que uma desaceleração econômica - em especial na China e nos EUA - comprometa a demanda mundial. Os contratos com vencimento em setembro recuaram 100 pontos, para US$ 1,5740 por libra-peso. A expectativa de safra recorde no ciclo 2012/13 no Brasil (maior produtor mundial da commodity) também pesa. Segundo a Pharos, consultoria em gerenciamento de risco, a frente fria que estava sobre o Sudeste do Brasil e prejudicava a colheita do grão começa a perder intensidade. "No início da semana, um quadro de tempo mais seco volta para todas as regiões", afirmou. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para ficou em R$ 356,08 a saca de 60 quilos, avanço de 0,80%.
 
Pressão da colheita 
 
O trigo registrou perdas na bolsa de Chicago na sexta-feira, pressionado pela fraqueza dos demais mercados e pela colheita de inverno nos Estados Unidos. Os papéis com entrega em setembro fecharam em queda de 10 centavos, a US$ 6,48 por bushel. Já em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento encerraram a US$ 6,72 por bushel, recuo de 12,25 centavos. O avanço da colheita em Kansas (maior produtor americano do cereal) pesa, já que a produtividade na região é melhor do que o esperado há algumas semanas, quando o tempo seco e quente ameaçava os plantios. No mercado interno, o preço médio pago aos produtores do Paraná ficou em R$ 499,72 por tonelada, avanço de 0,37%, de acordo com o Cepea/Esalq.
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