Commodities Agrícolas

12/06/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Colheita lenta 
 
O dólar enfraquecido durante parte do pregão e as chuvas que atrasam a colheita de cana no Brasil impulsionaram ontem os preços do açúcar demerara na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro tiveram alta de 21 pontos e fecharam a 20,15 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a agência Dow Jones Newswires, analistas do banco Goldman Sachs acreditam que a ampliação das produções na Índia e na Tailândia compensa o início lento da colheita no Brasil (maior produtor do mundo de açúcar). Para o banco Société Générale, as cotações da commodity deverão cair para 18 centavos de dólar por libra-peso no curto prazo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos subiu 0,64%, para R$ 55,09.
 
Tensão econômica 
 
O café arábica recuou pelo segundo pregão seguido ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para setembro registraram queda de 70 pontos, para US$ 1,5670 por libra-peso. A tensão econômica mundial e o menor consumo do grão em alguns países preocupam os agentes do mercado. Contudo, o Goldman Sachs acredita que um volume quase recorde de posições líquidas vendidas pode exacerbar a magnitude de uma eventual elevação de preços, caso haja uma previsão de recuo da produção. Para a Somar Meteorologia, o tempo estará mais seco nas regiões produtoras do Brasil nos próximos dias, mas a chuva voltará no fim de semana - o que pode atrasar a colheita. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos caiu 0,5%, para R$ 354,31.
 
Poucos negócios 
 
Em um dia de poucas negociações, o suco de laranja registrou perdas ontem em Nova York. Os papéis para setembro caíram 45 pontos, para US$ 1,1475 por libra-peso. Segundo a Dow Jones Newswires, não há novidades ligadas aos fundamentos que possam dar uma direção mais definida aos preços da commodity. Ontem, o Departamento de Citros da Flórida divulgou que as importações americanas de suco recuaram 23% nos quatro primeiros meses de 2012, para 284,2 milhões de litros, influenciadas pela suspensão das compras do Brasil (maior produtor mundial da commodity), após ter sido detectado no produto um fungicida proibido nos Estados Unidos, em janeiro. No mercado paulista, o preço da caixa de laranja pera saiu a R$ 7,25, queda de 3,33%, segundo o Cepea/Esalq.
 
Chuvas dão trégua 
 
A melhora do clima no Meio-Oeste americano se refletiu nos preços do milho na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega para setembro sofreram ontem uma queda de 10,50 centavos, para US$ 5,4050 por bushel. "As chuvas sobre Iowa e Illinois foram um pouco melhores do que se previa e é provável que tenham sido suficientes para limitar o interesse de compra da nova safra de milho", disse o analista Doug Bergman, da RCM Asset Management, à Dow Jones Newswires. A tensão na véspera da divulgação do novo relatório de oferta e demanda mundial de grãos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também provocou impacto nas cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão recuou 1,41%, para R$ 24,40.
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