Commodities Agrícolas

18/06/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Grécia influencia 
 
O temor com as eleições do fim de semana na Grécia influenciou as negociações de soja na bolsa de Chicago na sexta-feira passada. Os contratos para agosto recuaram 6,75 centavos, a US$ 13,57 por bushel. A melhora climática nos Estados Unidos favorece as lavouras, mas o recuo de preços não deve ser tão significativo, por conta dos estoques mundiais apertados da oleaginosa. "O calor deve voltar no meio da semana ao Meio-Oeste e a maior parte da umidade que as chuvas do final de semana trouxeram será removida", afirmou Drew Lerner, presidente da empresa de meteorologia World Weather, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 66,85, queda de 1,52%. No mês, a alta acumulada é de 6,11%.
 
Área nos EUA
 
A cautela dos investidores antes das eleições gregas no domingo foi um dos principais motivos para a queda do milho na bolsa de Chicago no pregão de sexta-feira. Os contratos para setembro fecharam em baixa de 11,25 centavos, a US$ 5,0950 por bushel. A consultoria Informa Economics elevou em 1% a área plantada de milho nos EUA, para 39,16 milhões de hectares. "A situação do grão está bem confortável, porque a área americana é enorme e a produtividade também", afirma Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos. No mercado interno, o preço médio de compra da saca de soja em Rondonópolis (MT) ficou em R$ 59,70, enquanto o de venda alcançou R$ 60,90, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Temor com a economia 
 
As preocupações com o cenário macroeconômico, especialmente no que dizia respeito às eleições gregas, pesaram sobre os preços do trigo em Chicago na sexta-feira. Os papéis para setembro caíram 14,50 centavos, a US$ 6,2675 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento fecharam em queda de 16,5 centavos, a US$ 6,4550 por bushel. A desvalorização aconteceu mesmo com notícias altistas do lado dos fundamentos, já que ainda há incertezas em relação aos efeitos do clima seco que atinge regiões produtoras na Rússia, na China e na Austrália. No mercado doméstico, o preço médio pago aos produtores do Paraná ficou em R$ 505,12 por tonelada, avanço de 0,27%, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
 
Alta no campo em SP 
 
Impulsionado pelos vegetais, o IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -,encerrou a primeira quadrissemana de junho com variação positiva de 0,53%. Trata-se da primeira alta do indicador após três quedas consecutivas. O aumento dos preços foi determinado pelo grupo formado por 14 produtos de origem vegetal, que subiram 1,40%, puxado pelo tomate de mesa (119,51%), arroz (9,94%), amendoim (5,23%), soja (4,64%). O grupo formado por seis produtos de origem animal, por sua vez, recuou 1,77% no mesmo intervalo, pressionado pela retração dos preços dos ovos (4,09%), da carne de frango (3,01%) e da carne bovina (1,58%).
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