Commodities Agrícolas

22/06/2012

Commodities Agrícolas

 

De novo as chuvas O café arábica registrou ganhos em Nova York, já que as preocupações com o clima desfavorável no Brasil (maior fornecedor mundial do grão) estimularam uma cobertura de posições vendidas - o que tem efeito altista sobre os preços. Os papéis para setembro avançaram 640 pontos, a US$ 1,5880 por libra-peso. Chuvas têm atrasado a colheita nas regiões produtoras de café no país. Hernando de la Roche, analista da INTL FCStone, afirmou à agência Dow Jones Newswires que a incerteza em relação ao volume exato ofertado pelo país - apesar da projeção de colheita recorde - manterá o mercado do grão "nas mãos" dos produtores brasileiros. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 3,82%, para R$ 362,85.

Ciclone à vista O suco de laranja recuou ontem na bolsa de Nova York, novamente pressionado pela conjunção entre ampla oferta e baixa demanda mundial. Os contratos para setembro caíram 125 pontos, para US$ 1,1550 por libra-peso. Os papéis de vencimento mais curto, no entanto, avançaram. Especula-se que as tempestades que têm se formado no Caribe possam chegar à Flórida, que detém a segunda maior produção de citros do mundo (atrás de São Paulo). Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), existe 30% de chances de haver um ciclone tropical. Até quarta-feira, essa possibilidade era de 20%. No mercado doméstico, o preço médio para ao citricultor paulista pela caixa de laranja pera de mesa ficou a R$ 6,44, alta de 0,31%, de acordo com o Cepea/Esalq.

China interfere A venda de 492,1 mil toneladas de algodão dos EUA para a China na semana encerrada em 14 de junho e as notícias de clima adverso no Paquistão (um dos grandes produtores mundiais) não foram suficientes para sustentar os preços da commodity em Nova York. Os contratos para outubro encerraram em forte baixa de 449 pontos, a US$ 67,25 por libra-peso. A divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) chinês abaixo do esperado pesou sobre a fibra. "O dado negativo do país asiático anulou todas as outras informações positivas que tivemos para as cotações", disse Sharon Johnson, da Knight Futures, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, a média do indicador Cepea/Esalq para os últimos oito dias ficou em R$ 1,5201 por libra-peso, avanço de 0,17%.

Queda em Chicago A volta das chuvas em algumas regiões produtoras dos EUA derrubou as cotações do milho em Chicago. Os papéis para setembro fecharam a US$ 5,5025 por bushel, baixa de 18,50 centavos, a maior em mais de duas semanas. O temor quanto à menor demanda do grão colaborou para a queda. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na semana até 14 de junho, os americanos acertaram a venda de 713,25 mil toneladas de milho, 58% menos que na mesma semana de 2011 - sinal de que os preços elevados têm provocado recuo na procura pela commodity. Em Rondonópolis (MT), as ofertas de compra ficaram em R$ 17 e as de venda, em R$ 18,10, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: