Commodities Agrícolas

26/06/2012

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Clima dá suporte 
 
A liquidação de posições dos investidores nos contratos de julho e a rolagem para outubro impulsionaram ontem os preços do açúcar demerara na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro fecharam em alta de 0,91%, cotados a 19,93 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Dow Jones Newswires, as chuvas que caem sobre as regiões produtoras de cana do Brasil (maior fornecedor mundial de açúcar) dão suporte adicional aos preços, ainda que esteja sendo esperado um grande excedente global do produto. Os preços da commodity já recuaram 16% no segundo trimestre deste ano e em torno de 15% no acumulado de 2012. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos subiu 0,16% e alcançou R$ 55,33.
 
Chuvas pressionam 
 
O tempo chuvoso no Brasil tem levantado dúvidas sobre a qualidade da oferta de café arábica do país (maior fornecedor global do grão), o que fez com que as cotações da commodity subissem ontem em Nova York. Os contratos com entrega para setembro registraram um avanço de 285 pontos, para US$ 1,5875 por bushel. Chuvas fora de época podem danificar grãos maduros e arrancar dos pés os que ainda estão verdes. "A extensão do dano, se houver, ainda é incerta neste início da safra", avaliou o analista Jack Scoville, da Price Futures, em entrevista à agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre o preço mínimo de R$ 380 e o máximo de R$ 390, segundo informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Rolagem de contratos 
 
O suco de laranja devolveu os ganhos do pregão anterior e encerrou em queda ontem na bolsa de Nova York, influenciado pelo período de rolagem dos contratos de julho para setembro. Assim, os papéis para setembro sofreram uma baixa de 55 pontos hoje, a US$ 1,1515 por libra-peso. Apesar da queda, há movimentações para que seja embutido um prêmio de risco climático nos preços, por conta da ameaça de furacões na Flórida (segunda maior região produtora de citros do mundo). Mas Shawn Hackett, da Hackett Financial, afirmou à Dow Jones Newswires que a redução do consumo mundial têm pesado muito sobre as cotações. No mercado paulista, o preço médio da caixa de laranja pera ficou em R$ 6,14, queda de 2,69%, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
 
Apoio chinês
 
O algodão teve mais um dia de ganhos em Nova York. Os contratos para outubro subiram ontem 121 pontos, a 70,51 centavos de dólar por libra-peso. A expectativa de que a China (maior consumidor global da fibra) irá ampliar as compras para abastecer suas reservas domésticas ajudou a apoiar as cotações. Segundo disse à Bloomberg a especialista no mercado de algodão, Sharon Johnson, da Knight Futures, especula-se ainda que a elevação dos preços de commodities concorrentes em área, como milho e soja, pode levar alguns produtores a reduzir o plantio da fibra ao redor do mundo. No mercado interno, o preço da arroba em Campo Novo do Parecis (MT) permaneceu estável, a R$ 46,50, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
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