Commodities Agrícolas
Chuvas dão impulso Os preços do café arábica avançaram ontem na bolsa de Nova York, em meio às preocupações sobre o tamanho e a qualidade da safra 2012/13 brasileira. Os papéis para setembro registraram alta de 390 pontos, a US$ 1,7460 por libra-peso. As lavouras do Brasil (maior produtor mundial do grão) têm sofrido com chuvas fora de época, pouco antes da temporada de geadas. De acordo com a Somar Meteorologia, embora a previsão indique tempo seco durante esta semana, há a possibilidade de chuvas no fim de semana - especialmente no Paraná e em São Paulo -, com a chegada de uma nova frente fria. No mercado doméstico, as cotações da saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilaram entre a mínima de R$ 385 e a máxima de R$ 395, segundo o Escritório Carvalhaes.
Lavouras estressadas A continuidade do tempo quente e seco nos Estados Unidos e a possibilidade de uma queda na produtividade motivaram uma nova alta nos preços da soja na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em agosto fecharam ontem em alta de 12,50 centavos, a US$ 14,9425 por bushel. "Houve chuvas no final de semana nas regiões produtoras americanas, mas foram insuficientes", avaliou Steve Cachia, analista da Cerealpar. Segundo a empresa de meteorologia Telvent DTN, a seca e as altas temperaturas seguirão estressando as lavouras de soja dos EUA pelos próximos 5 a 7 dias, pelo menos. No mercado interno, a cotação média da saca de 60 quilos no oeste da Bahia ficou a R$ 62,67, de acordo com levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia.
Seca persiste nos EUA Os preços do milho tiveram um novo dia de alta, por conta do clima desfavorável nos Estados Unidos. Os contratos para setembro subiram ontem 23,75 centavos, a US$ 6,5225 por bushel. As chuvas que caíram no final de semana sobre o cinturão do milho não foram suficientes para amenizar a seca. A situação climática provocou uma nova redução na qualidade dos plantios. Segundo relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 48% das lavouras do grão tinham condições boas ou excelentes até 1º de julho, ante os 56% da semana anterior e 69% de um ano atrás. No mercado interno, a saca em Sorriso (MT) saiu a R$ 15,40 para compra e R$ 16,90 para venda, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Menor produção O trigo subiu ontem em Chicago, embalado pela alta do milho e pela expectativa de menor produção mundial do cereal. Os contratos para setembro fecharam com um ganho de 15,25 centavos, a US$ 7,7250 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 21 centavos, a US$ 7,77 por bushel. A estiagem tem trazido danos aos plantios da região do Mar Negro, da China e da Austrália. Ontem, o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na silga em inglês) reduziu em 6 milhões de toneladas a estimativa da safra de trigo em 2012/13, para 665 milhões de toneladas, por conta do clima adverso. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor do Paraná ficou a R$ 505,58 por tonelada, queda de 0,81%, segundo o Cepea/Esalq.