Commodities Agrícolas

09/07/2012

Commodities Agrícolas

 



Liquidação O trigo acompanhou o desempenho do milho e encerrou em queda o pregão de sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro recuaram 31,75 centavos, a US$ 8,0625 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento fecharam com uma perda de 34,50 centavos, a US$ 8,0850 por bushel. Um movimento de liquidação de posições para realização de lucros, após as altas recentes foi verificado no mercado do cereal. Especula-se ainda que a demanda possa perder fôlego após a escalada das cotações. No mercado doméstico, o preço médio pago ao produtor do Paraná ficou em R$ 511,92 por tonelada, uma alta de 0,27%, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.

Pausa nas altas A soja cedeu à pressão de venda dos traders interessados em realizar lucros após os ganhos recentes e fechou a sexta-feira em baixa em Chicago. Os contratos para agosto recuaram 15,75 centavos, a US$ 15,6725 por bushel. O dólar firme, o enfraquecimento do mercado acionário e o desânimo com a economia americana colaboraram para a baixa. Para Pedro Dejneka, analista da Futures Internacional, os mercados "pararam para respirar". "A volatilidade continua e o clima segue no centro das atenções, mas não se pode esperar que o mercado suba em linha reta e em ritmo sempre acelerado", ponderou. No mercado interno, a saca de 60 quilos em Sorriso (MT) ficou em R$ 62,50 para compra e R$ 62,90 para venda, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Vendas fracas Após quatro pregões seguidos em alta, o milho cedeu na sexta-feira em Chicago. Os contratos para dezembro caíram 13,50 centavos, a US$ 6,9525 por bushel. Previsões indicavam chuvas no cinturão agrícola dos EUA nesta semana mas as precipitações devem ser esparsas e insuficientes para resolver o problema crônico de umidade do solo. Dados negativos sobre as exportações americanas também pesaram contra. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações acertadas na semana encerrada em 28 de junho recuaram 90% ante a semana anterior, para 19,3 mil toneladas. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos no Oeste da Bahia foi negociada por R$ 19,75, em média, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Demanda preocupa Em meio à crise econômica mundial, a preocupação com a demanda pesou sobre o café arábica negociado na bolsa de Nova York. Os papéis para setembro sofreram uma queda de 390 pontos no pregão de sexta-feira, para US$ 1,7645 por libra-peso. Os preços caíram mesmo com a Organização Internacional do café (ICO, na sigla em inglês) tendo revisado para baixo a produção do grão em 2011/12, para 131,3 milhões de toneladas, ante as 131,9 milhões de toneladas estimadas no mês passado. A entidade advertiu ainda que o consumo mundial de café aumentou apenas 0,6% no ano passado, em função da elevação dos preços no varejo. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade foi negociada no intervalo entre R$ 400 e R$ 410, segundo o Escritório Carvalhaes.

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